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	<title>Diogo Trevesan</title>
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	<description>Crítica, notícias e trailers sobre filmes e seriados</description>
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	<title>Diogo Trevesan</title>
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		<title>Five Nights at Freddy&#8217;s 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 10:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dois anos após o rentável Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim, a famosa franquia dos games de terror retorna aos cinemas com sua aguardada sequência, trazendo de volta Josh Hutcherson, Elizabeth Lail e a diretora Emma Tammi. Mais uma vez, os fãs estarão bem servidos — embora o prato continue sendo o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dois anos após o rentável <em><a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/five-nights-at-freddys-o-pesadelo-sem-fim/">Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim</a></em>, a famosa franquia dos games de terror retorna aos cinemas com sua aguardada sequência, trazendo de volta Josh Hutcherson, Elizabeth Lail e a diretora Emma Tammi. Mais uma vez, os fãs estarão bem servidos — embora o prato continue sendo o mesmo “arroz com feijão” de antes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na trama, um ano depois do terrível evento na Freddy Fazbear’s Pizza, Abby (Piper Rubio) foge de casa para reencontrar Freddy, Bonnie, Chica e Foxy, e desencadeia uma nova série de acontecimentos macabros. Enquanto ela se envolve com os animatrônicos, Mike (Hutcherson) e Vanessa (Lail) desenterram segredos sobre as origens da pizzaria, trazendo novas ameaças à tona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se no primeiro filme a precariedade dos elementos de terror foi um ponto baixo, aqui já é possível perceber um aumento da dose, seja em sustos ou até mesmo na violência apresentada. Ainda assim, boa parte das cenas permanece limitada ao que pode ser exibido dentro da classificação indicativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto positivo que se mantém é o design de produção e de som: o longa segue repleto de gadgets e animatrônicos fiéis ao universo dos jogos, especialmente ao segundo game, base desta adaptação. Além disso, referências e <em>easter eggs</em> surgem aos montes para os fãs mais assíduos. Contudo, mesmo com esses acertos, o roteiro continua apresentando problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A narrativa aqui está escalada em relação à primeira parte, não só pelo terror, mas também pela quantidade de personagens e ameaças, o que aprofunda a mitologia do universo nos cinemas. Mas isso vem acompanhado de personagens subdesenvolvidos e outros praticamente jogados na trama, como é o caso do próprio Mike, com bem menos destaque, e da participação de Skeet Ulrich, que não passa de um breve <em>cameo</em>. Em contrapartida, Vanessa Afton é mais bem explorada, ainda que funcione majoritariamente como dispositivo de exposição, assim como já acontecia no filme anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que <em>Five Nights at Freddy’s 2</em> se coloca como ponte para um próximo capítulo, algo previsível para quem acompanha o universo, mas que acaba se prejudicando pela forma como o filme “prepara” o terreno. Sua reta final é a parte mais fraca: enxuta, apressada e marcada por um gancho abrupto e pouco trabalhado. Além disso, é apoiado por conveniências narrativas que, mesmo já sendo de praxe, forçam a barra para quem estava esperando um desfecho satisfatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, <em>Five Nights at Freddy’s 2</em> repete praticamente os mesmos erros e acertos do primeiro filme e deve agradar o público-alvo. Mesmo com uma narrativa estruturalmente familiar e um final amargo, o longa se sustenta pelo valor de entretenimento, pela escala do terror e pelos animatrônicos que, a essa altura, já se tornaram verdadeiros ícones, e que certamente reaparecerão em breve no próximo capítulo da saga.</p>
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		<title>Wicked: Parte 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 17:30:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desfecho da adaptação cinematográfica traz atuações impecáveis, ótimas performances musicais e muita emoção.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Depois de um ano de espera, a conclusão da adaptação cinematográfica de <em>Wicked</em> finalmente chegou aos cinemas, com a Parte 2 agora em cartaz. O fenômeno que marcou a cultura pop em 2024, rendendo boas indicações ao Oscar, traz de volta Cynthia Erivo e Ariana Grande nos papéis de Elphaba e Glinda. Mas, após uma grandiosa primeira parte, será que o desfecho está à altura?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta vez, acompanhamos as consequências diretas das escolhas de Elphaba, agora perseguida por todo o Reino de Oz enquanto tenta permanecer fiel às próprias convicções. Glinda, por sua vez, precisa lidar com a pressão pública e política que se intensifica à sua volta, redefinindo seu papel na história. À medida que o conflito entre verdade e poder cresce, as duas amigas seguem caminhos que as colocam em lados opostos de uma narrativa cada vez mais controlada por forças maiores.</p>


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<p class="wp-block-paragraph">Parte do mérito do sucesso de <em>Wicked</em>: <em>Parte 1</em> veio principalmente pelas excelentes interpretações de Cynthia e Ariana, que aqui se destacam igualmente. O peso dramático carregado por suas personagens é o que dá força para que o desfecho cause sensações no público. É, de fato, uma montanha-russa emocional, que se mantém à altura do que foi entregue anteriormente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números musicais seguem excelentes, com destaque para as sequências de “No Good Deed” e “For Good”, que representam os pontos altos desta segunda parte. Ainda assim, no conjunto da obra, as músicas da Parte 1 continuam mais marcantes e, visualmente, mais impressionantes. Isso não impede que <em>Wicked</em>: <em>Parte 2</em> entregue seus próprios momentos memoráveis, que certamente agradarão tanto aos fãs da primeira metade quanto aos admiradores do musical da Broadway.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No aspecto visual, a direção de Jon M. Chu mantém a mesma identidade estética estabelecida no filme anterior, algo esperado, já que ambas as partes foram rodadas em sequência. O uso de cores vibrantes, luzes marcadas e cenários grandiosos continua sendo um dos maiores atrativos da produção. Os efeitos visuais, embora funcionem bem na maior parte das cenas, nem sempre convencem: algumas composições digitais, especialmente nas paisagens de Oz e do Mundo Além, soam um pouco artificiais. Ainda assim, o resultado geral preserva a coesão visual e o senso de espetáculo característicos da franquia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o filme aproveita melhor alguns personagens coadjuvantes da primeira parte, com destaque para Jeff Goldblum como o Mágico de Oz e Michelle Yeoh como Madame Morrible. Contudo, outros acabam ganhando menos espaço, deixando uma leve sensação de que poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, como Boq, interpretado por Ethan Slater.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, <em>Wicked: Parte 2</em> entrega o que promete: um encerramento emocional, grandioso e fiel ao espírito do musical. Mesmo não brilhando tanto quanto a primeira parte em alguns aspectos, o desfecho funciona, emociona e reforça o impacto da história das duas protagonistas. Para quem curtiu o filme anterior, ou já amava o espetáculo da Broadway, a conclusão chega de forma digna e caprichada, consolidando <em>Wicked</em> como uma das adaptações musicais mais marcantes do cinema recente.</p>
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		<title>Predador: Terras Selvagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 12:40:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dan Trachtenberg revitalizou uma das marcas mais populares do cinema de ação e ficção científica, O Predador. Depois do excelente A Caçada — que infelizmente não chegou aos cinemas — e do recente longa animado Assassino de Assassinos, o diretor retorna agora com a mais nova entrada da saga: Terras Selvagens. Ambientado no futuro, o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dan Trachtenberg revitalizou uma das marcas mais populares do cinema de ação e ficção científica, <em>O Predador</em>. Depois do excelente <em>A Caçada</em> — que infelizmente não chegou aos cinemas — e do recente longa animado <em>Assassino de Assassinos</em>, o diretor retorna agora com a mais nova entrada da saga: <em>Terras Selvagens</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambientado no futuro, o filme acompanha pela primeira vez um predador específico: Tek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), que parte em uma missão para caçar uma criatura extremamente letal em um planeta hostil, a fim de provar seu valor após ser rejeitado pelo clã. Lá, ele encontra a androide Thia (Elle Fanning), que se torna uma aliada improvável.</p>


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<p class="wp-block-paragraph">Trachtenberg inova ao contar a história sob a perspectiva do próprio Yautja. Desde 1987, eles existiam sobretudo como antagonistas — aqui, acompanhamos um arco de autodescobrimento e vingança dentro de um universo expandido, com novos mundos, novos conceitos, novas dinâmicas e easter-eggs muito divertidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tek é um protagonista surpreendentemente carismático, mas quem rouba a cena mesmo é Thia, androide da Weyland-Yutani (sim, a mesma corporação do universo <em>Alien</em>), interpretada por Elle Fanning. Destemida, curiosa e tagarela, ela forma com Tek uma dupla improvável que funciona surpreendentemente bem, desconstruindo o arquétipo tradicional do predador como uma figura brucutu solitária dos anos 80.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visualmente, Trachtenberg mantém seu estilo enxuto e imersivo: a câmera poucas vezes abandona a perspectiva de Tek, reforçando o senso de tensão constante ao decorrer da trama. A direção de ação privilegia a fisicalidade, mesmo sem apelar para o “gore” humano. Terras Selvagens, aliás, é o primeiro filme da série classificado para menores nos EUA — consequência da ausência de sangue vermelho humano, ainda que a brutalidade continue presente. Curiosamente, essa suavização gráfica não compromete em nada o impacto das cenas; ao contrário, evidencia que intensidade não depende exclusivamente de violência explícita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Terras Selvagens</em> também apresenta um roteiro mais robusto do que o convencional para os parâmetros desta franquia, equilibrando ação intensa com a jornada emocional dos protagonistas — e ainda adicionando um toque de humor meio “Marvel” que, inesperadamente, funciona melhor aqui do que em <em>O Predador</em> (2018). O único ponto que pode dividir parte da base <em>hardcore</em> é que, ao optar por uma abordagem mais emocional e até mais companheirista, o filme inevitavelmente se afasta um pouco do tom mais brutal e minimalista dos filmes anteriores — algo coerente dentro da proposta, mas que não necessariamente agradará aos puristas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário em que Hollywood insiste em reciclar franquias sem propósito claro, <em>Terras Selvagens </em>se destaca por expandir o universo de forma orgânica, sem se apoiar apenas em nostalgia. É um raro exemplo de blockbuster de marca antiga que parece ter algo novo a dizer — e não apenas algo novo a vender. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, devemos agradecer a Trachtenberg pela dedicação em expandir esse universo, algo que não era visto desde <em>Predadores</em>, e torcer para que a sequência de produções mantenha o mesmo nível dos últimos três filmes. <em>Predador: Terras Selvagens</em> é um blockbuster divertido, surpreendente em vários momentos e que se consolida como um dos destaques de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Bom Menino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Terror contado pelo olhar de um cachorro, Bom Menino chama atenção pela ideia original, mas entrega uma execução morna</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Há alguns meses, o trailer de <em>Bom Menino</em> viralizou nas redes sociais, principalmente por se tratar de um filme de terror contado pela perspectiva de um cachorro. Dada a notoriedade, o longa acabou ganhando uma distribuição ampla em outros países e, no que seria um lançamento limitado nos cinemas, conquistou uma janela de exibição completa durante o Halloween deste ano. Mesmo com essa peculiaridade, <em>Bom Menino</em> não sustenta o hype que lhe foi atribuído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido por Ben Leonberg &#8211; mais conhecido por curtas de terror independentes-, a história é contada pela perspectiva de Indy, um cão que se muda com seu enfermo dono para uma casa de campo que antes pertencia ao avô. Lá, Indy percebe que seu dono está sendo ameaçado por forças sobrenaturais e precisa protegê-lo a todo custo.</p>


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<p class="wp-block-paragraph">Embora apresente uma abordagem experimental, o roteiro segue uma narrativa de assombração bastante convencional. Ainda assim, sua curta duração — apenas 72 minutos — contribui para que o longa não se torne tão enfadonho. No entanto, a escolha de acompanhar apenas o olhar do cachorro é inventiva, mas também limitadora: a ausência de personagens secundários ou conflitos humanos torna o filme emocionalmente raso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Bom Menino</em> tropeça ao tentar dar profundidade temática à trama ao fazer analogias à depressão e à saúde mental, buscando trabalhar o terror de maneira mais atmosférica do que explícita, mas essa proposta acaba subutilizada. A câmera, sempre à altura do chão para acompanhar Indy, aposta em um sobrenatural mais subjetivo do que visualmente impactante. Pode-se dizer que o filme tenta equilibrar o terror e o drama, mas não atinge êxito pleno em nenhum dos dois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que é fácil se conectar com um cachorro, ainda mais sendo ele o protagonista de um terror — o público naturalmente torce por sua sobrevivência e se vê envolvido em sua jornada. Essa empatia é explorada em alguns sustos pontuais e no desfecho, que pode emocionar os mais sensíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, <em>Bom Menino</em> é uma proposta curiosa que se destaca mais pela originalidade de sua perspectiva do que pela execução de sua história. Embora traga boas ideias e uma condução técnica razoável, o longa carece de profundidade e impacto para se firmar como um terror memorável. Ainda assim, sua curta duração e o carisma natural do protagonista canino tornam a experiência, apesar das falhas, suficientemente envolvente para quem busca algo diferente dentro do gênero.</p>
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		<title>A Hora do Mal &#124; Crítica 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Às 2h17 da madrugada, dezessete crianças de uma mesma sala de aula fogem de casa simultaneamente e nunca mais são vistas. A cidade, então, mergulha em um mistério angustiante. O terror desse episódio é narrado sob diferentes perspectivas em Weapons — novo filme do diretor Zach Cregger —, cujo título original é bem mais apropriado [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Às 2h17 da madrugada, dezessete crianças de uma mesma sala de aula fogem de casa simultaneamente e nunca mais são vistas. A cidade, então, mergulha em um mistério angustiante. O terror desse episódio é narrado sob diferentes perspectivas em <em>Weapons</em> — novo filme do diretor Zach Cregger —, cujo título original é bem mais apropriado do que sua versão brasileira, <em>A Hora do Mal</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirado no estilo de Paul Thomas Anderson em <em>Magnólia</em>, Cregger entrelaça os destinos de personagens conectados, direta ou indiretamente, ao caso. Começamos com Justine (Julia Garner), professora da turma desaparecida, passando por Archer (Josh Brolin), pai de uma das crianças, até Marcus (Benedict Wong), diretor da escola, entre outros. <em>Weapons</em> conduz a narrativa com firmeza, instigando o público a mergulhar de cabeça nesse enigma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mistério é habilmente construído pelo roteiro — também assinado por Cregger —, que espalha pistas ao longo dos segmentos do filme, permitindo que o quebra-cabeça vá aos poucos se revelando. Mas não se engane: há momentos enganosos, cuidadosamente orquestrados para confundir o espectador. Afinal, quem — ou o quê — está por trás do desaparecimento dessas crianças?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora <em>Weapons</em> não seja tão assustador quanto <em>Noites Brutais</em>, longa anterior do diretor, ele acerta na dosagem entre terror e suspense, potencializados por uma trilha sonora arrepiante. Suas mais de duas horas de duração fluem bem, apesar de uma leve “barriga” na metade do segundo ato — compensada por um desfecho extremamente satisfatório. É uma conclusão coerente com a proposta do filme, que entrega uma das cenas finais mais marcantes já vistas no gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Weapons</em>, ou <em>A Hora do Mal</em>, entra com força na lista dos melhores filmes de terror de 2025 e consolida Zach Cregger como uma das mentes mais promissoras do horror/suspense contemporâneo. Em meio a tantos lançamentos medianos, este longa se destaca pelo elenco afiado, pela tensão bem construída e por uma narrativa excepcional.</p>
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		<title>Jurassic World: Recomeço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jul 2025 00:45:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que é um caça-níquel? De acordo com a definição do Google: “aquilo que é feito apenas para ganhar dinheiro, sem qualquer preocupação com a qualidade”. Que todas as franquias existentes no cinema são feitas e esticadas para lucrarem, todos já sabem, mas a questão é que a franquia Jurassic World alcançou o mais alto [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O que é um caça-níquel? De acordo com a definição do Google: “aquilo que é feito apenas para ganhar dinheiro, sem qualquer preocupação com a qualidade”. Que todas as franquias existentes no cinema são feitas e esticadas para lucrarem, todos já sabem, mas a questão é que a franquia <em>Jurassic World</em> alcançou o mais alto nível da categoria caça-níquel com <em>Recomeço</em>, o “novo” filme da franquia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Disse “novo” entre aspas porque não há absolutamente nenhum frescor aqui. Apesar de ser, de fato, o longa-metragem mais recente, todas as ideias utilizadas na construção do enredo já foram exploradas anteriormente na saga — e soam apenas como um repeteco de fórmulas gastas, ainda piores, para atrair o público ao cinema achando que encontrarão uma nova aventura no mundo jurássico.</p>


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<p class="wp-block-paragraph">A fim de criar um remédio milagroso e altamente lucrativo, uma equipe de mercenários liderada por Zora (<a href="https://ocinemae.com.br/scarlett-johansson/"><strong>Scarlett Johansson</strong></a>), Duncan (Mahershala Ali) e o paleontólogo Dr. Henry Loomis (<a href="https://ocinemae.com.br/jonathan-bailey/"><strong>Jonathan Bailey</strong></a>) é contratada por um empresário bilionário (Rupert Friend) para extrair o DNA dos três maiores dinossauros da Terra, que agora habitam uma ilha próxima à América Central. Outrora um laboratório para pesquisas e mutações dessas criaturas, a ilha se mostra muito mais perigosa do que aparentava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dinossauros em uma ilha tropical já é de praxe na saga, mas a repetição de ter um grupo de brucutus em uma missão nesses territórios jurássicos também já foi explorada anteriormente — e de forma melhor, especialmente em <em>O Mundo Perdido: Jurassic Park</em>. Animais geneticamente mutados? Empresários com segundas intenções malignas? Crianças sendo perseguidas por dinossauros? <em>Recomeço </em>mistura todos esses elementos já vistos na franquia em uma trama <em>nonsense</em> e cheia de conveniências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A começar pelos personagens, que, mesmo contando com um elenco de peso, não têm carisma suficiente para sustentar a narrativa. Todas as motivações são genéricas e, mesmo o filme gastando um tempo considerável para contextualizar o passado de alguns deles em diálogos fraquíssimos, ainda não é o bastante para justificar certas ações — muito menos fazer com que o espectador torça por eles. Isso sem contar os personagens secundários, que são meramente comida de dinossauro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas tirando toda a parte ruim, há alguns pontos positivos em <em>Jurassic World: Recomeço</em>? Sim, mas bem poucos. A direção de Gareth Edwards, que já assinou os ótimos <em>Rogue One</em>, <em>Godzilla </em>e, mais recentemente, <em>Resistência</em>, é decente, mas aqui pode ser considerada seu pior trabalho. O diretor sabe trabalhar bem com planos abertos, visualmente muito interessantes, assim como os efeitos visuais (que são o mínimo a se esperar de um filme com dinossauros). Há algumas sequências tensas aqui e ali, mas que, fundamentalmente, não acrescentam muito ao enredo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre uma série de fatores e conceitos desperdiçados e/ou mal trabalhados em <em>Jurassic World: Recomeço</em>, parece poético que o longa comece mostrando que a sociedade já está cansada dos dinossauros. Eu, fã assíduo do <em>Jurassic Park</em> original, também estou. Enquanto a sétima entrada na franquia promete um novo início, penso que talvez seja hora de uma extinção definitiva — ou, quem sabe, de uma ideia realmente diferente surgir à mesa dos produtores.</p>
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		<title>Bailarina &#8211; Do Universo de John Wick</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje em dia, não vemos mais filmes de ação protagonizados unicamente por mulheres sendo lançados com frequência, exceto no gênero de super-heróis. Isso era mais comum nos anos 2000, mas a tendência acabou caindo e, atualmente, raramente longas assim chegam aos cinemas — no máximo, em um lançamento exclusivo para alguma plataforma de streaming. No [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Hoje em dia, não vemos mais filmes de ação protagonizados unicamente por mulheres sendo lançados com frequência, exceto no gênero de super-heróis. Isso era mais comum nos anos 2000, mas a tendência acabou caindo e, atualmente, raramente longas assim chegam aos cinemas — no máximo, em um lançamento exclusivo para alguma plataforma de <em>streaming</em>. No entanto, a franquia <em>John Wick</em> abriu espaço para seu primeiro spin-off: <em>Bailarina</em>, protagonizado por <strong><a href="https://ocinemae.com.br/ana-de-armas/">Ana de Armas</a></strong>, que traz todos os elementos característicos da saga estrelada por <strong><a href="https://ocinemae.com.br/keanu-reeves/">Keanu Reeves</a></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando criança, Eve Macarro (Ana de Armas) testemunha o assassinato de seu pai por uma seita liderada pelo misterioso Chanceler (Gabriel Byrne). Ela é então acolhida pela organização Ruska Roma, comandada pela enigmática Diretora (<strong><a href="https://ocinemae.com.br/anjelica-huston/">Anjelica Huston</a></strong>), que utiliza uma escola de balé como fachada para treinar mercenários. Lá, Eve passa sua juventude sendo moldada como assassina, com o objetivo de buscar vingança contra os responsáveis pela morte de seu pai.</p>


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<p class="wp-block-paragraph">Dessa vez, Chad Stahelski, criador e realizador da franquia <em>John Wick</em>, deixa a cadeira de diretor para Len Wiseman (conhecido por <em>Duro de Matar 4.0</em> e <em>Anjos da Noite</em>), que preserva a estética característica das cenas de ação da saga: planos longos e abertos, coreografias intensas e o uso criativo do cenário na hora da porradaria. O resultado continua sendo extremamente satisfatório de assistir, mantendo o alto padrão visual que os fãs esperam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a ausência do carisma de Keanu Reeves é sentida em muitos momentos, algo que o próprio filme parece reconhecer. Embora John Wick faça uma participação especial, <em>Bailarina</em> toma o cuidado de não deixá-lo ofuscar a protagonista — o que, ainda assim, é quase inevitável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que a personagem de Ana de Armas seja fraca em cena. Muito pelo contrário: é interessante ver uma figura mais frágil, vulnerável e inexperiente, e acompanhar sua evolução ao longo da trama. A atriz entrega uma performance comprometida e convincente, ainda que sua personagem não alcance o nível icônico de John Wick, mesmo em seus momentos de maior fúria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo recheado de boas cenas de ação, o roteiro não se arrisca além do básico. A motivação da vingança já é bastante batida, e o vilão genérico pouco contribui para enriquecer a narrativa. Os coadjuvantes, salvo exceções como o sempre elegante Ian McShane — que retorna com classe ao seu papel da franquia —, também não são bem aproveitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo não reinventando a roda, <em>Bailarina</em> entrega um bom entretenimento para fãs de ação. Com boas cenas coreografadas e uma protagonista carismática, o filme encontra seu lugar no universo de <em>John Wick</em>, mesmo que sem o brilho do personagem original. Para quem busca adrenalina com uma pitada de vingança estilizada, é um prato cheio — ainda que familiar.</p>
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		<title>Um Filme Minecraft</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Todo mundo já deve ter ouvido falar de Minecraft, um fenômeno dos videogames e sucesso de vendas há mais de uma década e que causou um verdadeiro impacto na cultura pop desde seu lançamento lá para 2011. A verdade é que o jogo sandbox estava demorando um bom tempo para chegar às telonas, e só [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo já deve ter ouvido falar de <em>Minecraft</em>, um fenômeno dos videogames e sucesso de vendas há mais de uma década e que causou um verdadeiro impacto na cultura pop desde seu lançamento lá para 2011. A verdade é que o jogo <em>sandbox</em> estava demorando um bom tempo para chegar às telonas, e só agora, em 2025, <em>Um FIlme Minecraft </em>finalmente está entre nós. Mas será que valeu a espera?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Garrett (Jason Momoa), Dawn (Danielle Brooks), Natalie (Emma Myers) e Henry (Sebastian Eugene Hansen) são acidentalmente teletransportados para o Mundo Superior, uma dimensão onde tudo é quadrado e a criatividade reina. Lá, para conseguirem voltar à Terra, eles devem se unir a Steve (Jack Black) para salvar este universo de um mal vindo diretamente do Nether, o Mundo Inferior.</p>


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<p class="wp-block-paragraph">Entre todas as inúmeras referências ao <em>game</em> e uma narrativa bastante espalhafatosa, o diretor Jared Hess sabe exatamente onde quer chegar, aproveitando-se de um Jack Black e um Jason Momoa bem caricatos. Claro, o filme tem como público-alvo crianças, então não é como se o objetivo seja entreter os adultos que já tiveram contato com <em>Minecraft </em>em algum momento. Na verdade, o que tem aqui para os assíduos no jogo é apenas o<em> fan-service</em>, que está presente em praticamente todas as cenas, seja por referência visual ou por alguma fala de Steve ou outros personagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O longa de fato não possui uma narrativa muito concisa, repleto de conveniências e furos, mas seu valor de entretenimento é altíssimo. Não apenas por parte dos atores principais, que conseguem tirar algumas risadas, mas também pelo visual e por toda a construção de mundo transmitida. Os fãs podem sentir falta de mais elementos deste universo, mas o que foi mostrado em tela pareceu o suficiente para que o longa não implodisse devido às inúmeras referências que já estavam praticamente engolindo toda a história.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Um Filme Minecraft </em>faz bom uso de seu ritmo em diversas cenas de ação e comédia que são bem distribuídas de acordo com as necessidades do roteiro. Entretanto, alguns momentos são totalmente descartáveis, como todo o arco envolvendo a personagem da Jennifer Coolidge e seu romance com um Aldeão do Mundo Superior que vai parar no mundo real. Fica como uma “barriga” na narrativa que serve apenas para uma piada e não agrega em nada na trama em sua conclusão.<br>No fim das contas, <em>Um Filme Minecraft</em> entrega exatamente o que se propõe: uma aventura colorida, cheia de ação e referências para os fãs do jogo, ainda que sem grande profundidade narrativa. Com um elenco carismático e um ritmo decente, o longa deve divertir as crianças e pode até arrancar alguns sorrisos dos adultos, mas não vai além do básico quando se trata de contar uma história envolvente. Apesar dos tropeços, a adaptação cumpre seu papel como um entretenimento modesto entre todas as outras franquias que foram adaptadas para o cinema nos últimos anos.</p>
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		<title>Better Man &#8211; A História de Robbie Williams</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Representado por um macaco, 'Better Man' Robbie Williams inspira cinebiografia com experiência sensorial diferenciada e bem-vinda.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">De vez em quando, surge nas telonas uma cinebiografia interessante, mas esse feito tem se tornado cada vez mais raro. Desde <em>Bohemian Rhapsody</em>, o gênero tem apresentado lançamentos cada vez mais fracos, como <em>I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston</em>, <em>Bob Marley: One Love</em> e, mais recentemente, <em>Back to Black</em>, sobre Amy Winehouse. No entanto, <em>Better Man – A História de Robbie Williams</em>, que estreia nos cinemas brasileiros em 13 de março, foge dessa tendência, entregando um filme inventivo, bem dirigido e com um toque de autenticidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para aqueles que caíram de paraquedas e não sabem quem é Robbie Williams, tudo bem. O cantor não é um grande sucesso fora da bolha do Reino Unido, mas isso não significa que não mereça ser apreciado. Em <em>Better Man</em>, acompanhamos a trajetória do jovem Robert Peter Williams, desde sua fase como prodígio musical na boy band Take That até seu estrelato em carreira solo.</p>


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<p class="wp-block-paragraph">O grande diferencial que separa <em>Better Man</em> das demais cinebiografias é a forma como Robbie é retratado: como um macaco. Sim, um macaco em CGI é o protagonista do filme inteiro. À primeira vista, a escolha pode parecer desconcertante, mas a proposta se justifica pelo próprio cantor, que sempre se viu como um “macaco selvagem” diante do público em suas turnês e shows. A intenção do diretor Michael Gracey (<em>O Rei do Show</em>) era fazer com que o público visse mais de Robbie Williams no animal do que se ele fosse interpretado por um ator qualquer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a ideia funciona muito bem. Ao utilizar um primata para retratar todo o arco de autodescoberta, vícios e ápices da vida de Robbie, <em>Better Man</em> abre espaço para sequências fantasiosas surpreendentes, além de cenas musicais vibrantes. Um dos grandes destaques é o momento de “<em>Rock DJ”</em>, que é um deleite de se assistir e ouvir, embora não supere a sequência inteira de “<em>Angels”</em>, que se revela um dos momentos mais emocionantes do filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, o longa acaba cedendo a alguns dos clichês mais batidos das cinebiografias e se torna refém do tradicional arco de ascensão, queda e redenção, o que pode decepcionar os mais críticos. No entanto, <em>A História de Robbie Williams</em> é uma montanha-russa envolvente e uma excelente porta de entrada para quem deseja conhecer mais sobre o cantor britânico. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixando de lado as limitações narrativas, que não atrapalham a imersão, o filme se destaca pela ousadia visual e pela abordagem única do protagonista. No fim, <em>Better Man</em> não é apenas uma cinebiografia, mas uma experiência sensorial que traduz a essência de Robbie Williams de forma criativa e única.</p>
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		<title>A Verdadeira Dor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os primos David (Jesse Eisenberg) e Benji (Kieran Culkin) embarcam em uma tour pela Polônia não só para se conectarem com suas raízes judaicas e o doloroso passado de toda essa comunidade, mas também para honrar a memória de sua amada avó. Nesta viagem, ambos enfrentam uma jornada sentimental e reflexiva que traz à tona [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Os primos David (Jesse Eisenberg) e Benji (Kieran Culkin) embarcam em uma <em>tour </em>pela Polônia não só para se conectarem com suas raízes judaicas e o doloroso passado de toda essa comunidade, mas também para honrar a memória de sua amada avó. Nesta viagem, ambos enfrentam uma jornada sentimental e reflexiva que traz à tona traumas e velhas lembranças. Essa é a premissa de <em>A Verdadeira Dor</em>, uma “dramédia” escrita e dirigida pelo próprio Eisenberg e indicada a dois Oscars na edição de 2025. Honestamente? Merecia ainda mais indicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É primorosa a maneira como Eisenberg não apenas se dirige em cena, mas também atua ao lado de Culkin, que está praticamente sempre dividindo o quadro com ele. A química entre os dois transborda pela tela, e a ausência de um em relação ao outro, em poucos, mas muito significativos momentos, é bem sentida, principalmente sob a perspectiva de David.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor capta muito bem a presença desses dois personagens e ainda conduz o espectador junto com eles, por meio de uma representação lindíssima da Polônia, acompanhada de um piano inquietante, mas nunca irritante, em sequências que despertam o desejo de estar ali com os dois. As cenas à luz do dia são belíssimas e combinam com a leveza do filme. Mas não se engane: mesmo parecendo um filme “leve” por fora, seus temas são explorados de maneira profunda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, <em>A Verdadeira Dor</em> retrata o núcleo central — David e Benji — de formas bem distintas, mas conectadas por uma mesma questão. É evidente que David é um homem bem-sucedido tanto profissional quanto pessoalmente, enquanto Benji está completamente quebrado, por dentro e por fora. Kieran Culkin entrega uma interpretação que, a princípio, pode parecer irritante, pois Benji é um personagem difícil de se relacionar, mas, aos poucos, vamos compreendendo todo o dilema moral que o cerca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E não apenas isso: o elenco de apoio também é muito bem utilizado. Alguns personagens acompanham a dupla protagonista nessa <em>tour </em>pelo país europeu e, mesmo com pouco tempo em tela, conseguem ser eficientes nas cenas de diálogos mais expositivos, além de serem devidamente aprofundados para fazer sentido dentro da trama. Destaque para Jennifer Grey e Will Sharpe, que interpretam, respectivamente, uma turista com um passado complicado e o guia turístico da viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A Verdadeira Dor</em> se destaca pela dinâmica entre seus protagonistas e pela viagem através da Polônia, oferecendo reflexões sobre família, luto e ancestralidade. É um longa que vale a pena ser conferido — o melhor trabalho de Jesse Eisenberg como diretor até agora, assim como a melhor atuação de Kieran Culkin em sua carreira.</p>
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