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	<title>João Chaves, Autor em O Cinema É</title>
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	<description>Crítica, notícias e trailers sobre filmes e seriados</description>
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	<title>João Chaves, Autor em O Cinema É</title>
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		<title>Corra Que A Polícia Vem Aí</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 16:43:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Paramount Pictures]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com uma comédia irônica e muito bem dosada, Corra Que A Polícia Vem Aí é um prato cheio para quem ama rir.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/classico/corra-que-a-policia-vem-ai/">Corra Que A Polícia Vem Aí</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Assim que começa, <em>Corra Que A Polícia Vem Aí</em> mostra uma das suas principais características: a sátira aos filmes de ação policial feita por um humor baseado no <em>nonsense</em>. Aqui, acompanha-se o policial Frank Drebin, interpretado pelo hilário Leslie Nielsen. Ele precisa correr contra o tempo para salvar seu parceiro, Nordberg, que está no hospital, de toda uma conspiração criminosa que domina a cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada tem muita explicação e tudo é bem rápido, inclusive as piadas, que começam e terminam repentinamente. A principal atração do longa é como ele tira sarro dos filmes sérios de policiais. Muitos elementos básicos são transformados <strong>aqui</strong>, como subornos feitos por policiais, carros explodindo com poucos tiros, desenhos de corpos em lugares inusitados, a forma como os romances nessas obras são superficiais. A própria narração em <em>off </em>do protagonista e a trilha sonora satirizam os filmes <em>noir</em>.</p>


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				Xica da Silva			</a>
		</span>
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			<p>Em Xica da Silva, que retorna aos cinemas em 4K em alusão aos seus 50 anos, é dirigido e escrito por Cacá Diegues e é</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A narrativa, por sua vez, é bem sucedida graças a um humor tão apurado que, mesmo não fazendo rir sempre, se mantém no alto por nunca parar de trabalhar. A própria obra realiza um grande serviço ao fazer desnecessário o uso de explicação para o que está acontecendo. As coisas não fazem sentido, e o público não quer que façam, o que é consequência de um trabalho bem feito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido com competência por David Zucker, <em>Corra Que A Polícia Vem Aí</em> é hilário e bastante original, o que é irônico considerando toda a sátira da coisa. É um grande trabalho que até hoje perdura em sua graça. </p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/classico/corra-que-a-policia-vem-ai/">Corra Que A Polícia Vem Aí</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>O Morro dos Ventos Uivantes &#124; Crítica 3</title>
		<link>https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/o-morro-dos-ventos-uivantes-critica-3/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 13:19:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Emerald Fennell realiza um trabalho visualmente belo, mas narrativamente cambaleante.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">O último filme da diretora Emerald Fennell, <em>Saltburn</em>, não me saltou aos olhos, ainda que possuindo grande beleza visual e um certo tom de atrevimento e acidez. Agora, em 2026, ela retorna com <em>O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights</em>), apresentando uma releitura do clássico de Emily Brontë.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Aqui, Fennell traz vida a obra com um tom levemente surreal, bem diferente da época em relação aos figurinos e até mesmo a arquitetura dos locais apresentados. A direção colocou sua visão em toda a obra, e em muitos momentos ela é bela para os olhos. Narrativamente, no entanto, essa obra é um tanto falha e difícil de manter a atenção. Os diálogos, por vezes, soam adolescentes demais para se levar a sério, assim como os encontros e desencontros que não chegam a convencer totalmente. Da mesma forma, ainda que as performances sejam boas, quase chegam no exagero. <strong><a href="https://ocinemae.com.br/margot-robbie/" id="18842">Margot Robbie</a></strong> mantém a régua alta, mas <strong><a href="https://ocinemae.com.br/jacob-elordi/" id="25861">Jacob Elordi</a></strong> escorrega muito no novelesco, e parece ter dificuldade em expressar sentimentos negativos.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
				<div class="elementor-post__excerpt">
			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Contudo, devo frisar que sou o tipo de pessoa que valoriza artistas que não têm medo de por sua visão no que fazem, e admiro como Fennell realizou esse feito. A diretora sabe da enxurrada de negatividade que recebe, e sabe que seu filme vem sendo chamado de &#8220;um dos piores&#8221; do ano, mas se manteve na ideia que escolheu. Quanto a mudança de etnia do personagem de Jacob Elordi, Fennell falhou em demonstrar por que isso foi feito. Ao invés de acrescentar carga dramática ao personagem com essa mudança, ela retirou muitas camadas dele, o deixando quase unidimensional, e opaco. Da mesma forma, acredito, acabou por fazer o mesmo com o filme todo.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No mais, o filme não é arrastado, nem difícil de assistir, apenas difícil de levar a sério e embarcar totalmente. O ritmo cai algumas vezes, e pode provocar tédio em quem assiste, mas os figurinos, a fotografia, as cores, a trilha sonora, a ambientação e a química do casal principal conseguem fisgar quem estiver afim de ver uma versão mais &#8220;moderna&#8221; desse clássico da literatura.</p></p>
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		<title>Corra Que a Polícia Vem Aí</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 12:18:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com uma comédia irônica e muito bem dosada, Corra Que A Polícia Vem Aí é um prato cheio para quem ama rir.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/corra-que-a-policia-vem-ai/">Corra Que a Polícia Vem Aí</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">Assim que começa, <em>Corra Que A Polícia Vem Aí</em> mostra uma das suas principais características: a sátira aos filmes de ação policial feita por um humor baseado no <em>nonsense</em>. Aqui, acompanha-se o policial Frank Drebin, interpretado pelo hilário Leslie Nielsen. Ele precisa correr contra o tempo para salvar seu parceiro, Nordberg, que está no hospital, de toda uma conspiração criminosa que domina a cidade.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nada tem muita explicação e tudo é bem rápido, inclusive as piadas, que começam e terminam repentinamente. A principal atração do longa é como ele tira sarro dos filmes sérios de policiais. Muitos elementos básicos são transformados, como subornos, carros explodindo com poucos tiros, desenhos de corpos em lugares inusitados, a forma como os romances nessas obras são superficiais. A própria narração em <em>off </em>do protagonista e a trilha sonora satirizam os filmes noir.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A narrativa, por sua vez, é bem sucedida graças a um humor tão apurado que, mesmo não fazendo rir sempre, se mantém no alto por nunca parar de trabalhar. A própria obra realiza um grande serviço ao fazer desnecessário o uso de explicação para o que está acontecendo. As coisas não fazem sentido, e o público não quer que façam. Isso é consequência de um trabalho bem feito.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Dirigido com competência por David Zucker, <em>Corra Que A Polícia Vem Aí</em> é hilário e bastante original, o que é irônico considerando toda a sátira da coisa. É um grande trabalho que até hoje perdura em sua graça. </p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/corra-que-a-policia-vem-ai/">Corra Que a Polícia Vem Aí</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Venom</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 22:50:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com muito potencial desperdiçado, 'Venom' veio com violência higienizada, dinâmica frouxa e uma trama oca, desprovida de diversão.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/venom/">Venom</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Venom </em>veio em 2018 com a promessa de iniciar um universo compartilhado do Homem-Aranha, mas sem Homem-Aranha. Aqui temos uma obra que finge ter uma estrutura diferenciada dos demais filmes de herói, mas que no fim entrega a exata mesma fórmula adotada pelo subgênero. A ideia base era incrível: um filme mais sombrio e focado num vilão, com possíveis toques de terror e requintes de violência, talvez explorando o lado mais psicológico de lidar com uma criatura parasitária presa a você, te forçando a matar pessoas dos modos mais macabros. No lugar disso, temos o clássico protagonista que é bom no que faz, tem a vida perfeita, mas de repente tudo cai por água abaixo e então, conseguindo super poderes, ele demonstra quem realmente é.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O ritmo do longa é sofrível, com um &#8220;desenvolvimento&#8221; alongadíssimo para o protagonista Eddie Brock (<strong><a href="https://ocinemae.com.br/tom-hardy/" type="post" id="11846">Tom Hardy</a></strong>), chegando a passar do primeiro ato. Além disso, sua personalidade é completamente furada, ora ele sendo simpático, ora sendo grosseiro. A própria forma como o filme retrata a derrocada de Eddie é de dar pena, porque fica impossível comprar que o personagem realmente está passando por alguma mudança. Ah, e nem é preciso falar sobre a relação dele com o simbionte, que é tão apressada e atropelada, chegando a dar vergonha. Eles passam de uma &#8220;parceria&#8221; para uma &#8220;inimizade&#8221; em questão de 20 minutos, falando um com o outro como se já fossem melhores amigos, possuindo até mesmo códigos de luta.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também não se pode deixar de falar sobre como a relação entre Eddie e Venom é irritante, com falas genéricas envolvendo chamar o outro de covarde, as constantes intromissões do alienígena nas cenas, a forma como ele muda de ideia sobre destruir a Terra sem nenhum tipo de motivação para isso. Sem contar que no início do filme, Venom é ameaçador e fala mansa, e no fim ele é brucutu e brincalhão. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Falando em luta, a ação aqui é péssima, não só na filmagem, mas na execução. São momentos picotados por uma montagem destranbelhada, câmera chacoalhando sem parar, muita escuridão, coreografias trôpegas e sem emoção, além, é claro, da violência nula. O próprio visual do Venom remete a algo sanguinário, é um ser com dentes enormes que formam um sorriso e que está sempre falando em comer. Existem cenas onde ele come partes de pessoas e não existem gotas de sangue, nada, além de cenas envolvendo ferimentos que parecem ter medo de demonstrá-los. Um linguajar mais bruto também não seria ruim, assim como mais brutalidade e secura em certos momentos. É triste como o filme foi &#8220;lavado&#8221; para se adequar a classificações indicativas mais baixas, pois isso compromete a imersão.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">As atuações são a parte que mais entristece no filme, com um Tom Hardy forçado a interpretar um palhaço cheio de reações exageradas e com uma personalidade que poderia ser escrita numa folha só. <strong><a href="https://ocinemae.com.br/michelle-williams/" type="post" id="11850">Michelle Williams</a></strong> claramente não combina com esse tipo de obra, e Riz Ahmed, bom ator como é, acabou sendo o mais prejudicado por seu vilão clichê e unidimensional. É realmente difícil se manter imerso quando o próprio filme parece nos impedir disto.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos especiais são no máximo aceitáveis, mas nunca chegam a impressionar. Na verdade há muito mais momentos onde eles causam estranheza e nos tiram do filme do que momentos onde eles conseguem manter o público imerso.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Venom </em>é um filme que possuía um potencial gigantesco, principalmente se tivesse focado no horror e na violência, mas decidiu seguir pelo caminho infatiloide, e nunca fugindo das fórmulas mais básicas do gênero de super herói.</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/venom/">Venom</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Mulheres do Século 20</title>
		<link>https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/mulheres-do-seculo-20/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 00:19:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mulheres do Século 20 é uma jornada breve em volta das vivências de pessoas comuns que, ironicamente, se veêm tentando criar um novo tipo de pessoa.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/mulheres-do-seculo-20/">Mulheres do Século 20</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">O diretor e roteirista Mike Mills veio em 2016 com um estudo familiar em torno da relação entre mãe e filho, com discussões sobre feminismo e como é ser mulher ao longo de décadas. Aqui, três gerações de mulheres fazem parte da vida de Jamie, interpretado por Lucas Jade Zumann, e suas diferenças impactam diretamente no garoto.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Sem muita linearidade, nem grandes acontecimentos, a vida destas pessoas é explorada na tela. Assiste-se o crescimento de Jamie, que passa a repensar em si mesmo como homem, já que ao seu redor existem exemplos diferentes do que é ser mulher. Assim, com mudanças não só do garoto, mas das pessoas que convivem com ele, e também mudanças no contexto temporal (presidência, carros, internet), temos a sensação de ver uma vida acontecer. As marchas pelos Direitos Civis, libertação sexual dos anos 1960, o movimento&nbsp;<em>punk</em>, tudo isso é abordado aqui em fotografias que parecem soltas a princípio, mas sempre entram com um propósito.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
				<div class="elementor-post__excerpt">
			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O filme também é repleto de narrações de todos os personagens, e nelas eles contam tudo sobre si, inclusive como suas vidas vão ser depois que a obra acabar, além de como vão morrer. Eles são muito humanos, e essas narrações mostram como erram, como exageram, seus arrependimentos. Aqui, qualquer um que assistir vai ter pelo menos alguma sensação que remeta à infância, à adolescência, aos anos iniciais da vida adulta.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Mulheres do Século 20</em>, na verdade, fala do que é ser humano em um mundo que muda todo dia. De pessoas que vivem por anos e de repente estranham tudo o que veem ao seu redor.</p></p>
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		<title>Saneamento Básico, O Filme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 17:38:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Saneamento Básico, O Filme, é apenas mais uma amostra do poder narrativo do cinema brasileiro, com um lindo equilíbrio entre humor e drama.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/saneamento-basico-o-filme/">Saneamento Básico, O Filme</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">Jorge Furtado veio em 2007 com <em>Saneamento Básico, O Filme</em>, apresentando um enredo diferente do que costumava trazer em suas obras mais famosas como <em>O Homem Que Copiava</em>. E aqui temos o interior da Serra Gaúcha. Por 112 minutos, somos inseridos num ótimo jogo metalinguístico, com muitas ironias e tiradas inteligentes a partir das vivências dos personagens.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O fio da trama trás os moradores da fictícia cidade Linha Cristal tentando resolver os problemas de tratamento de esgoto do lugar, e para isso uma comissão é eleita e agora eles devem driblar a burocracia para poder resolver o problema. A questão é que a burocracia não resolve, então todos decidem que o melhor jeito de ajudar é concorrer a um edital de curta metragem do governo para ganhar o dinheiro e assim pagarem pelo tratamento do esgoto.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
				<div class="elementor-post__excerpt">
			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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						</div>
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				</div>
		
</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como ideia para o filme, eles decidem falar sobre o problema do esgoto, e então se iniciam os esforços para criar a obra de arte que salvará a cidade.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Jorge Furtado gosta de brincar, como quando demonstra a complicação que é a produção de um filme para o público, fala sobre o trabalho da montagem, como um roteiro deve funcionar, pessoas que confundem ficção e ficção científica com mitologia. Tudo, é claro, funciona extraordinariamente bem graças a um humor apurado e interpretações que sabem bem como encarná-lo. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://ocinemae.com.br/fernanda-torres/" type="post" id="25821">Fernanda Torres</a></strong> é uma graça aqui, e sua interpretação é tão fofa e meiga que é impossível não se apaixonar por sua personagem. Wagner Moura já surge mais brincalhão e abobado, encarnando um homem que se esforça, mesmo não sabendo de tudo. Camila Pitanga é a clássica patricinha engraçada, mas é engraçada <em>mesmo</em>. Os demais integrantes do elenco ajudam a obra a se elevar e atingir muitos pontos de agrado ao público.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os diálogos são muito bons, assim como uma discussão muito importante sobre como a verba pública acaba sendo usada no Brasil. O elenco, é claro, fortalece essas discussões e os diálogos em si.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Saneamento Básico, O Filme</em>, é leve, inofensivo, mas muito importante de se ver, ainda mais se você é brasileiro e ama cinema. Aqui, você encontrará comédia divertida e bem escrita, o que é de fato a obra que muitos querem encontrar.</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/saneamento-basico-o-filme/">Saneamento Básico, O Filme</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Avatar: Fogo e Cinzas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 20:21:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com ainda mais carinho, James Cameron continua sua saga em meio a uma narrativa envolvente, visuais espetaculares e emoção, embora tropece um pouco.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/avatar-fogo-e-cinzas/">Avatar: Fogo e Cinzas</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Avatar: Fogo e Cinzas</em> (<em>Avatar: Fire and Ash</em>) é mais um exemplo de como James Cameron é eficaz em colocar seus espectadores dentro do universo e do mundo de Pandora. Aqui, o visual consegue melhorar ainda mais em comparação ao filme anterior, e todo o trabalho de som é uma recompensa aos ouvidos. Por algumas horas, Pandora se torna o novo lar de quem assiste, e é completamente possível esquecer por completo do mundo e da vida. É bizarro como, em dado momento, você esquece que 99% do que se vê é feito por efeitos especiais, e toma tudo como real. O filme é um convite, e um dos bem feitos.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Graças a direção dedicada de James Cameron, apaixonado pela própria ideia como ele é, o público se maravilha e cativa com tudo o que vê, não só por ser belo, mas por estar sendo mostrado como um atleta premiado exibe seus troféis. A experiência jamais chega perto do tédio, nem da sensação de arrasto, mesmo tendo mais de três horas. Tudo é muito fluído e agradável, e na verdade o que se sente é o gosto de &#8220;quero mais&#8221;!</p>
</p>
<p>		<div data-elementor-type="container" data-elementor-id="28003" class="elementor elementor-28003" data-elementor-post-type="elementor_library">
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, <em>Fogo e Cinzas</em> é sim mais alongado do que devia, e estende questões internas de forma artificial. A sensação que fica é que James Cameron não está mais tendo ideias novas o bastante para continuar o fio da saga, e que prolonga o que já tem para render alguma coisa. O problema é que qualquer um prestando mais atenção vai notar esse fato. No entanto, existe um outro aspecto que, embora possa ser uma razão para esse alongamento, não passa nem perto de uma boa desculpa: ele está guardando o melhor para o final, até por que, o plano são cinco filmes.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nessa sequência, os mesmos tipos de situações são explorados, como batalhas na água e uma trama bem mais voltada ao oceano num geral, o que contradiz o título da obra. Até quando o roteiro trás algo de diferente, ele mesmo se sabota e reverte a trama para uma estrutura quase idêntica a do segundo filme. Sequestro de crianças revela um novo vilão, Jake Sully se prepara para enfrentá-lo, o novo vilão caça Jake Sully com veemência ao longo da obra e realiza pequenas maldades pelo caminho, Jake Sully reune os Na&#8217;vi para uma guerra contra o inimigo e o confronta numa batalha épica de corpo a corpo. É complicado, mas acontece sempre.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para contornar a fórmula e tentar caminhar, o roteiro trás muitas e bem-vindas cenas de vivência de Jake e sua família em Pandora, assim como trás um aprofundamento na mitologia do planeta e da própria deusa Eywa, através de Kiri. São pequenos acenos que dão ao filme uma cara mais própria e ajudam a não parecer uma cópia. O esforço ao redor da personagem Kiri são louváveis, e ela por si só, é bastante bem escrita. Existem cenas em torno de Jake, suas questões como Toruk Makto, a Neytiri que também tem mais foco. Só não achei apreciável, no entanto, a narração em <em>off </em>de Loak, filho de Jake. O personagem mal aparece aqui, pelo menos não de forma impactante, e suas narrações não contribuem para nada, parecendo apenas reflexões jogadas no meio do longa.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A tribo do fogo, inclusive, é um desperdício triste no que diz respeito a aprofundamento, já que só estão ali por dois motivos: dar a Pandora um ar de diversidade e servir de muleta para o arco do vilão Miles Quaritch. Tanto é assim que essa tribo não tem seus costumes realmente explorados, nem sua líder é aprofundada em nada, e no fim eles não possuem impacto na trama de forma quase alguma. É uma pena.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o filme cria uma faca de dois gumes se utilizando do artifício &#8220;mais e maior&#8221; e atribuo essa dualidade ao emprego da técnica, pois o diretor sabe, e sabe muito bem, trabalhar cenas épicas e grandiosas de ação, conseguindo apresentar um verdadeiro espetáculo em realização e conceito. Tudo em <em>Fogo e Cinzas </em>é incrível de olhar. Tudo é plástico, e não é cansativo ver. Porém, é claro, o filme se utiliza disso, pois não tem nada de original para mostrar, então pega a batalha final do segundo e a aumenta até a décima potência na tentativa de soar novo. Toda cena de ação aqui<strong> </strong>é vítima disso, em verdade. Perseguições são mais longas, voos demoram mais e guerras são alongadas. Mesmo assim, é mentiroso negar que aqui temos o filme mais espetacular dos três, e mais mentiroso ainda dizer que este não tem algumas das melhores sequências de ação que Cameron já dirigiu.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, <em>Avatar: Fogo e Cinzas</em> é um bom filme? Segundo penso, sim, e na verdade está longe de ser ruim. Para alguns, mediano talvez coubesse melhor. Tudo é tão precioso, tão bem filmado, tão bem contado até, que é difícil fechar os olhos e apenas afirmar que a coisa não presta. James Cameron é com certeza um artista capaz de cativar, mesmo que mostre, as vezes, pinturas muito parecidas umas com as outras.</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/avatar-fogo-e-cinzas/">Avatar: Fogo e Cinzas</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Avatar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 21:52:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com um dos visuais mais lindos já visto e um enredo clichê, mas honesto, Avatar foi e ainda é um grande filme de ficção-científica.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/avatar/">Avatar</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Avatar</em>, lançado em 2009, passou muitos anos sendo a maior bilheteria da história, e isso não se deu por nada: visuais maravilhosos, feitos como que por &#8220;mágica&#8221;, personagens interessantes de se acompanhar e uma história que não trazia grandes novidades, mas se mantinha muito sólida e divertida de assistir. Tudo isso sustentado pela mente do diretor James Cameron, depois de anos tentando emplacar a obra. Aqui, o CGI atingiu um novo patamar, passando de um complemento para a parte principal do produto. O mundo de Pandora é vivo, seus seres são reais e, melhor ainda do que entregar realismo, o CGI contribui para a conexão emocional do espectador.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Aqui não há o momento inicial em que se estranha as imagens na tela, mas um completo mergulho de cabeça no que o diretor tem para apresentar. Os Na’vi são tão realistas que, quando você lembra de que está vendo um filme, chega a ser assustador. Jake Sully, interpretado por Sam Worthington e Neytiri de Zoe Saldaña, compõem uma dupla cheia de química e muita presença na tela. Ainda que Worthington tenha dificuldades e limitações dramáticas, o fato de o rosto que vemos 90% do tempo não ser exatamente o dele ajuda para que nunca se note como o ator pode ser fraco.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito ao roteiro e narrativa, em grande parte Avatar é inspirado em <em>Pocahontas </em>e <em>Dança com Lobos</em>. Num geral, não é a coisa mais original, e nem mesmo os caminhos tomados pela direção, mas existem atributos interessantes, como o protagonista literalmente estar inserido na vida dos nativos, e isso causar desdobramentos mais cativantes de se ver. Apesar de não ser único, o enredo é capaz de manter tudo em ordem, e nunca deixa o ritmo cair, nem o tédio reinar (eu diria que ele nunca chega a bater na porta). É claro, outro fator interessante aqui é o contexto inteiro se passar no espaço e com fortes elementos de ficção científica.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">É claro que, por outro lado, o roteiro simplório impede a obra de chegar a outros patamares, e também a faz ter aquele ar de &#8220;estagnada&#8221;. De todo modo, a forma como a narrativa não tenta ser muito complexa e aposta em diálogos bastante mundanos e tranquilos acaba nos atraindo e deixando os espectadores bem confortáveis.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O discurso adotado ainda é bastante valioso, com uma bela (mas clichê) mensagem ambientalista que, embora já batida, precisa ser reforçada sempre.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Avatar </em>é visto hoje com um certo desdém de muitas pessoas, mas é inegável como James Cameron sabe contar uma história e, mais que isso, como é apaixonado por contar histórias. Querendo ou não, Avatar é, sem dúvida, uma experiência inesquecível.</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/avatar/">Avatar</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>História de Um Casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 00:14:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma história sobre ruína brilhantemente contada, e profundamente dolorosa.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/historia-de-um-casamento-2/">História de Um Casamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>História de Um Casamento </em>(<em>Marriage Story</em>) é certamente um título ilusório para quem vem desavisado. Lendo-o, a sensação é a mesma passada na<strong> </strong>da introdução do longa: algo bom, caloroso, a literal história de um casamento. Mas não. Do mesmo modo é a atmosfera, que começa tranquila, mas logo começa a rachar, descascar e quebrar.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Noah Baumbach, diretor já bem estabelecido e altamente artístico, impõe um maravilhoso<strong> </strong>ar de &#8220;dramédia&#8221; para o longa, com bastante sarcasmo e humor cru em muitos momentos. É incrível quando algo absurdo acontece em cena e logo há um corte para outra situação desconectada da anterior. Assim como é ótimo se sentir um espectador vendo tudo por uma janela, como se uma fofoca cheia de pessoas exageradas e despropositadamente histéricas se desenrolasse.</p>
</p>
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				A Odisseia			</a>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O filme aborda de forma pontual como um término aparentemente amigável pode esconder milhares de quilos de problemas, assim como, para a criança, mesmo sem entender direito o que acontece, pode ser algo que marca pra vida toda. A inocência não chega a ser quebrada, porém as coisas já não são as mesmas. Acho acertado, também, a amostra dos efeitos quase invisíveis de uma pessoa na outra. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ah, e não se pode esquecer da crítica feita ao &#8220;mercado do divórcio&#8221;, com advogados predatórios que instigam ódio e maldade nos clientes, além, é óbvio, de incentivar que retirem o dinheiro um do outro para que possam ganhar mais para si. Essa crítica é brilhantemente encarnada por <a href="https://ocinemae.com.br/laura-dern/"><strong>Laura Dern</strong></a>, que encorpora uma megera simpática e de sorriso fácil, mas que ao mesmo tempo não tenta esconder o quão venenosa pode ser para conseguir o que quer.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A sensação de estar vendo uma &#8220;fofoca&#8221;, aliás, é também desafiada por Baumbach, já que todo casamento é composto por duas pessoas &#8211; e sim, muitos podem concordar mais com um só lado -, entretanto, a direção não se importa com isso e coloca a plateia para contemplar os dois. Tanto ele, quanto ela, têm seus motivos para estarem naquelas circunstâncias, e os dois têm suas vidas mostradas. Assim, existe sempre um certo debate sobre o que é o quê, embora eu não ache que o roteiro foi tão justo. Uma sensação forte que fica é a de a personagem de <strong><a href="https://ocinemae.com.br/scarlett-johansson/">Scarlett </a></strong>estar recebendo muito foco e, não o bastante, mais <em>razão</em>. Esta sensação, no entanto, não retira nada da complexidade dos personagens.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Embora haja uma boa dose de humor, quando é necessário, a obra aperta o coração do espectador com muito drama e do melhor tipo: não faz apenas querer chorar, mas querer fugir. São situações que conversam com quem vê, e que provocam sentimentos fortes, o que demonstra a sensibilidade do diretor. O roteiro é brilhante em seus diálogos verossímeis, bem como nas cenas muito realistas.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Existe muito detalhismo aqui, muito esmero na montagem das cenas e de sua construção, assim como elementos do enredo que são passados e repassados. A própria narração do casal ao início é comprovada durante a obra inteira, fazendo com que as ações de cada um<strong> </strong>batam exatamente com o que foi dito.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">E o que seria disso aqui<strong> </strong>sem o casal? <strong><a href="https://ocinemae.com.br/adam-driver/">Adam Driver</a></strong> devora as cenas, praticamente todas nas quais está presente. É brilhante o quanto o ator transita entre emoções, assim como sua voz viaja de forma tão bonita de ouvir. A forma como ele encarna raiva, mágoa e frustração é encantadora. Scarlett é igualmente majestosa, embora (opinião pessoal) Adam se saia melhor. Ela é gentil ao falar e quase nunca sai dos eixos, mas sempre parece que está prestes a explodir. Quando os dois precisam digladiar e entrar em combustão, o resultado é assustador.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>História de Um Casamento </em>é um belo e triste conto sobre a ruína que surgiu entre duas pessoas. Dirigido com talento e confiança, atuado com fervor e motivação, criado com realidade, esse filme ressoa naqueles que veem querendo ver. É de fato uma obra de arte.</p></p>
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		<title>It: Capítulo 2</title>
		<link>https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/it-capitulo-2/</link>
					<comments>https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/it-capitulo-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 20:40:32 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://ocinemae.com.br/?post_type=critica_de_filme&#038;p=31859</guid>

					<description><![CDATA[<p>It: Capítulo 2 veio como um ponto de encerramento e, por mais que tenha alcançado seu objetivo, o fez em meio a muitos tropeços e quedas.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/it-capitulo-2/">It: Capítulo 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>It: Capítulo 2</em> (<em>It Chapter Two</em>) chegou em 2019 prometido como um grande evento, algo equivalente a <em>Vingadores Ultimato</em>, que também saiu naquele ano. E, sim, a obra conseguiu finalizar o que queria, entretanto, falhou em alguns bons pontos no caminho. Não é nem de longe um filme ruim, mas poderia ter sido muito, muito melhor.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A grande qualidade dessa sequência, infelizmente, não está no terror, mas nas relações emocionais dos protagonistas. Claro, não é um demérito a maior qualidade ser esta, mas é preciso lembrar que trata-se de um filme de horror. Aqui, o terror que não chega a ser desastroso, porém não inova, e por não inovar, ele<strong> </strong>se repete, e por se repetir, o espectador não sente mais nada lá para o final.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Andy Muschietti, que segue na direção, prova que prefere se manter no conforto do que arriscar, repetindo as exatas mesmas fórmulas do primeiro. Um personagem está sozinho, algo tenebroso o atrai, ele investiga. Geralmente não tem nada e então a trilha surge com um &#8220;TAN&#8221; bem forte e uma coisa muito grotesca aparece berrando e correndo. Quaisquer novos caminhos, coisas que demandem criatividade, tudo é deixado de lado, forçando o espectador a ver algo requentado. Agora, é claro que o filme tem bons respiros. As cenas que envolvem <strong>o </strong>Pennywise em carne e osso, sem se tratar de uma de suas ilusões, são espetaculares, embora sejam muito, muito poucas. E curtas.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Como alguém que consome filmes desde muito tempo e, atualmente dá a opinião sobre eles, é preciso reconhecer a tolice de falar sobre o que uma obra <em>poderia </em>ser ao invés de focar no que ela <em>é</em>, contudo, não é justo falar sobre o potencial gigantesco que havia aqui no <em>Capítulo 2 </em>explorar os impactos psicológicos do palhaço. A forma como Pennywise brilha na tela ao aparecer deixa esses sentimentos ainda mais fortes, e tinha potencial para apresentar um perigo mental muito forte. Afinal, a própria natureza da Coisa remonta a origens multiversais e cósmicas. Então ele com certeza foi mal explorado.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando o filme se presta a repetir as mesmas situações de horror, seja com seus protagonistas sozinhos, seja com eles acompanhados, o espectador se torna capaz de antecipar tudo, retirando muito do elemento surpresa e muito<strong> </strong>do impacto da parcela final. Ah, e não se deve esquecer da inflada artificial que o roteiro fez com a reutilização de cenas deletadas do primeiro, que não acrescentam em absolutamente nada, talvez só acrescentando panos de fundo.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A direção de Andy se sai muito bem no visual, com ótimos efeitos especiais (coisa rara em filmes de terror) e criaturas realmente bizarras de se olhar despertando muito o nojo da plateia. Existem transições muito bonitas, além de momentos em que, girando e viajando, a câmera brilha. Além disso, é claro, o terror ainda funciona em algumas horas.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O maior problema em <em>It: Capítulo 2</em> é o uso exagerado do humor. Enquanto no primeiro o humor existia, mas era utilizado de forma muito pontual para não retirar o peso das cenas mais fortes, aqui ele vem em quantidades muito grandes. Tudo o que é demais, não funciona. São piadas e mais piadas o tempo inteiro, mesmo que muitas delas sejam engraçadas. Isso acabou aliviando <em>muito </em>o clima da obra e, nem mesmo quando o mal ataca, esse humor some. Pennywise acaba entrando na brincadeira e se torna até menos ameaçador. O estranho é a tentativa de ser épico em contraste com essas piadas o tempo inteiro. Assim, <em>It 2</em> se torna irregular no tom, o que foi bastante desagradável.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Certamente os personagens são o destaque do filme, com um elenco dedicado e divertido. <a href="https://ocinemae.com.br/james-mcavoy/"><strong>James McAvoy</strong></a> e <strong><a href="https://ocinemae.com.br/bill-skarsgard/">Bill Skarsgard</a></strong> são os que mais brilham mais, como primeiro trazendo aquela intensidade que sempre costuma apresentar em suas interpretações. James soube mostrar que é a versão crescida e mais madura de Bill, além de parecer muito sincero em seu medo e vontade de derrotar o palhaço. Jessica Chastain compõe uma Beverly sem brilho e sem força, perdendo tudo que ela tinha quando Sophia Lillis interpretou a personagem no primeiro filme. Chega a ser muito estranho quando Sophia Lillis aparece, e é possível notar como a atriz tem muito mais presença que a veterena. Bill Hader e James Ransone são engraçadíssimos e arrancam boas risadas o filme inteiro. A química do grupo é ótima!</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>It: Capítulo 2</em> é um filme que incomoda em muitos aspectos<strong>, </strong>entretanto, ainda é muito divertido, fofo e prazeroso de assistir. O decorrer da jornada poderia ser melhor,  mas não é nem de longe o desastre que atualmente dizem que é pela internet.</p></p>
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