Em De Volta à Bahia, sob a direção da dupla Eli Lipnik e Joana Di Carso, acompanhamos a história de dois surfistas promissores: Maya (Bárbara França) e Pedro (Lucca Picon), que se conhecem diante de uma situação quase trágica. Treinados por PH (Felipe Roque) para um campeonato, os dois enfrentam tensões familiares e acabam se envolvendo romanticamente.

O épico derivativo de Quentin Tarantino tem seus melhores momentos quando foge da lógica referencial e encontra valor nas singelas construções
De Volta à Bahia tem uma trama clichê e, muitas vezes, tropeça em si mesma. Acredito que o ponto alto do filme seja a abordagem do tema do luto. Ambos os protagonistas perderam alguém importante e ajudam-se mutuamente no processo de superação.
No entanto, falta coração e ousadia à obra. Quando o roteiro tenta acertar no drama, surgem momentos cômicos desnecessários que quebram o ritmo.
Lucca Picon e Bárbara França entregam atuações versáteis em um filme onde falta sensibilidade. A dupla personifica o carisma e o coração do longa, salvando-o de um fiasco total.




