Crítica de filme

Predador: Assassino de Assassinos

Publicado 3 meses atrás
Nota do(a) autor(a): 4.5

Com o sucesso de Predador: A Caçada (Prey), Dan Trachtenberg foi capaz de trazer a franquia de volta aos holofotes e, como se não fosse suficiente, entregou um plano de mais filmes nos próximos anos. Entre eles, Predador: Assassino de Assassinos saiu em junho deste ano como uma antologia de pequenos contos envolvendo pessoas ao longo da história que foram caçadas pelos yautja. Aqui, a ação toma conta e o espectador é presenteado com fascinantes e viscerais cenas de ação, mas também uma inesperada dose de drama.

É impressionante como Dan consegue ampliar a ideia de explorar outras épocas da humanidade aqui, mesmo que, talvez de forma mais clara que em Prey, ele apenas reutilize muito da estrutura do primeiro Predador. Se não fosse o fim do terceiro conto que, engenhosamente, nos introduz a um quarto e último “ato” realmente inovador e interessante para a franquia, este filme seria um exemplar comum e esgotado.

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Com ainda mais carinho, James Cameron continua sua saga em meio a uma narrativa envolvente, visuais espetaculares e emoção, embora tropece um pouco.

Por sorte, o diretor é esperto para não cair nas armadilhas do mais do mesmo e, a todo momento, alimenta o espectador com ideias e mergulhos breves, mas interessantíssimos em épocas antigas. Guerreiros vikings, ninjas e, ao fim, pilotos na Segunda Guerra Mundial. O quarto capítulo é, antes de mais nada, uma espécie de “trailer” para o que virá na saga. Sim, isso retira alguns pontos da obra e a faz parecer muito mais comercial do que deveria, mas também satisfaz com o clima de empolgação. O roteiro é bem direto e até piegas, digamos, com os predadores de cada história tendo características equivalentes às suas presas.

A própria animação é de qualidade, embora não diria que está a altura de obras com estilos parecidos como Aranhaverso e Arcane. Os panos de fundo, os cenários, sendo bem direto, não são os melhores, bastante estáticos como se fossem pinturas ou fotos. Na ação, porém, a qualidade sobe absurdamente, cheia de sequências sufocantemente bem realizadas e coreografadas, aderindo bastante ao absurdo e aproveitando-se do fato de serem feitas num estilo característicamente irreal. O trabalho de som em torno da ação é da mesma qualidade, potencializando os socos, golpes e cortes que chega a “ferir” quem assiste.

É claro que, pelo contexto mais veloz da trama, os predadores são “emburrecidos” para não conseguirem matar seus verdadeiros alvos, então servem para nos dar o espetáculo antes do embate de verdade. A verdade é que qualquer um que preste alguma atenção consegue notar tudo isso, contudo, é também capaz de suspender sua descrença para aproveitar as sangrentas cenas de caçada.

Predador: Assassino de Assassinos chega com aquele típico divertimento que, se viesse apenas com essa embalagem, não se destacaria tanto. Seu verdadeiro trunfo está no último ato e, com ele, as bombásticas revelações para o futuro do nome Predador. A expansão em torno dos yautja é interessante, mesmo que não conte tantas coisas novas. No fim, mesmo que a obra agrade, fica parecendo mais um “fiquem por aqui, viram?!” do que um “aproveitem!”.

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Predador: Assassino de Assassinos poster

Predador: Assassino de Assassinos

Predator: Killer of Killers
18
País: EUA
Direção: Dan Trachtenberg
Roteiro: Micho Rutare
Elenco: Lindsay LaVanchy, Louis Ozawa, Rick Gonzalez, Michael Biehn
Idioma: Inglês

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