Todo mundo já deve ter ouvido falar de Minecraft, um fenômeno dos videogames e sucesso de vendas há mais de uma década e que causou um verdadeiro impacto na cultura pop desde seu lançamento lá para 2011. A verdade é que o jogo sandbox estava demorando um bom tempo para chegar às telonas, e só agora, em 2025, Um FIlme Minecraft finalmente está entre nós. Mas será que valeu a espera?
Garrett (Jason Momoa), Dawn (Danielle Brooks), Natalie (Emma Myers) e Henry (Sebastian Eugene Hansen) são acidentalmente teletransportados para o Mundo Superior, uma dimensão onde tudo é quadrado e a criatividade reina. Lá, para conseguirem voltar à Terra, eles devem se unir a Steve (Jack Black) para salvar este universo de um mal vindo diretamente do Nether, o Mundo Inferior.

Com uma construção de universo imersiva e temas narrativos envolventes, ‘Mickey 17’ é uma excelente adição para a filmografia de Bong Joon-ho.
Entre todas as inúmeras referências ao game e uma narrativa bastante espalhafatosa, o diretor Jared Hess sabe exatamente onde quer chegar, aproveitando-se de um Jack Black e um Jason Momoa bem caricatos. Claro, o filme tem como público-alvo crianças, então não é como se o objetivo seja entreter os adultos que já tiveram contato com Minecraft em algum momento. Na verdade, o que tem aqui para os assíduos no jogo é apenas o fan-service, que está presente em praticamente todas as cenas, seja por referência visual ou por alguma fala de Steve ou outros personagens.
O longa de fato não possui uma narrativa muito concisa, repleto de conveniências e furos, mas seu valor de entretenimento é altíssimo. Não apenas por parte dos atores principais, que conseguem tirar algumas risadas, mas também pelo visual e por toda a construção de mundo transmitida. Os fãs podem sentir falta de mais elementos deste universo, mas o que foi mostrado em tela pareceu o suficiente para que o longa não implodisse devido às inúmeras referências que já estavam praticamente engolindo toda a história.
Um Filme Minecraft faz bom uso de seu ritmo em diversas cenas de ação e comédia que são bem distribuídas de acordo com as necessidades do roteiro. Entretanto, alguns momentos são totalmente descartáveis, como todo o arco envolvendo a personagem da Jennifer Coolidge e seu romance com um Aldeão do Mundo Superior que vai parar no mundo real. Fica como uma “barriga” na narrativa que serve apenas para uma piada e não agrega em nada na trama em sua conclusão.
No fim das contas, Um Filme Minecraft entrega exatamente o que se propõe: uma aventura colorida, cheia de ação e referências para os fãs do jogo, ainda que sem grande profundidade narrativa. Com um elenco carismático e um ritmo decente, o longa deve divertir as crianças e pode até arrancar alguns sorrisos dos adultos, mas não vai além do básico quando se trata de contar uma história envolvente. Apesar dos tropeços, a adaptação cumpre seu papel como um entretenimento modesto entre todas as outras franquias que foram adaptadas para o cinema nos últimos anos.