Crítica de filme

Wicked: Parte 2

Publicado 4 meses atrás
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Depois de um ano de espera, a conclusão da adaptação cinematográfica de Wicked finalmente chegou aos cinemas, com a Parte 2 agora em cartaz. O fenômeno que marcou a cultura pop em 2024, rendendo boas indicações ao Oscar, traz de volta Cynthia Erivo e Ariana Grande nos papéis de Elphaba e Glinda. Mas, após uma grandiosa primeira parte, será que o desfecho está à altura?

Desta vez, acompanhamos as consequências diretas das escolhas de Elphaba, agora perseguida por todo o Reino de Oz enquanto tenta permanecer fiel às próprias convicções. Glinda, por sua vez, precisa lidar com a pressão pública e política que se intensifica à sua volta, redefinindo seu papel na história. À medida que o conflito entre verdade e poder cresce, as duas amigas seguem caminhos que as colocam em lados opostos de uma narrativa cada vez mais controlada por forças maiores.

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Parte do mérito do sucesso de Wicked: Parte 1 veio principalmente pelas excelentes interpretações de Cynthia e Ariana, que aqui se destacam igualmente. O peso dramático carregado por suas personagens é o que dá força para que o desfecho cause sensações no público. É, de fato, uma montanha-russa emocional, que se mantém à altura do que foi entregue anteriormente.

Os números musicais seguem excelentes, com destaque para as sequências de “No Good Deed” e “For Good”, que representam os pontos altos desta segunda parte. Ainda assim, no conjunto da obra, as músicas da Parte 1 continuam mais marcantes e, visualmente, mais impressionantes. Isso não impede que Wicked: Parte 2 entregue seus próprios momentos memoráveis, que certamente agradarão tanto aos fãs da primeira metade quanto aos admiradores do musical da Broadway.

No aspecto visual, a direção de Jon M. Chu mantém a mesma identidade estética estabelecida no filme anterior, algo esperado, já que ambas as partes foram rodadas em sequência. O uso de cores vibrantes, luzes marcadas e cenários grandiosos continua sendo um dos maiores atrativos da produção. Os efeitos visuais, embora funcionem bem na maior parte das cenas, nem sempre convencem: algumas composições digitais, especialmente nas paisagens de Oz e do Mundo Além, soam um pouco artificiais. Ainda assim, o resultado geral preserva a coesão visual e o senso de espetáculo característicos da franquia.

Além disso, o filme aproveita melhor alguns personagens coadjuvantes da primeira parte, com destaque para Jeff Goldblum como o Mágico de Oz e Michelle Yeoh como Madame Morrible. Contudo, outros acabam ganhando menos espaço, deixando uma leve sensação de que poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, como Boq, interpretado por Ethan Slater.

No fim, Wicked: Parte 2 entrega o que promete: um encerramento emocional, grandioso e fiel ao espírito do musical. Mesmo não brilhando tanto quanto a primeira parte em alguns aspectos, o desfecho funciona, emociona e reforça o impacto da história das duas protagonistas. Para quem curtiu o filme anterior, ou já amava o espetáculo da Broadway, a conclusão chega de forma digna e caprichada, consolidando Wicked como uma das adaptações musicais mais marcantes do cinema recente.

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Wicked: Parte 2

Wicked: For Good
10
País: EUA
Direção: Jon M. Chu
Roteiro: Winnie Holzman, Dana Fox
Elenco: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jeff Goldblum
Idioma: Inglês

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