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	<title>Arquivo de 20th Century Studios | O Cinema É</title>
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	<description>Crítica, notícias e trailers sobre filmes e seriados</description>
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		<title>Predador: Terras Selvagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diogo Trevesan]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 12:40:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dan Trachtenberg revitalizou uma das marcas mais populares do cinema de ação e ficção científica, O Predador. Depois do excelente A Caçada — que infelizmente não chegou aos cinemas — e do recente longa animado Assassino de Assassinos, o diretor retorna agora com a mais nova entrada da saga: Terras Selvagens. Ambientado no futuro, o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Dan Trachtenberg revitalizou uma das marcas mais populares do cinema de ação e ficção científica, <em>O Predador</em>. Depois do excelente <em>A Caçada</em> — que infelizmente não chegou aos cinemas — e do recente longa animado <em>Assassino de Assassinos</em>, o diretor retorna agora com a mais nova entrada da saga: <em>Terras Selvagens</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambientado no futuro, o filme acompanha pela primeira vez um predador específico: Tek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), que parte em uma missão para caçar uma criatura extremamente letal em um planeta hostil, a fim de provar seu valor após ser rejeitado pelo clã. Lá, ele encontra a androide Thia (Elle Fanning), que se torna uma aliada improvável.</p>


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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Trachtenberg inova ao contar a história sob a perspectiva do próprio Yautja. Desde 1987, eles existiam sobretudo como antagonistas — aqui, acompanhamos um arco de autodescobrimento e vingança dentro de um universo expandido, com novos mundos, novos conceitos, novas dinâmicas e easter-eggs muito divertidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tek é um protagonista surpreendentemente carismático, mas quem rouba a cena mesmo é Thia, androide da Weyland-Yutani (sim, a mesma corporação do universo <em>Alien</em>), interpretada por Elle Fanning. Destemida, curiosa e tagarela, ela forma com Tek uma dupla improvável que funciona surpreendentemente bem, desconstruindo o arquétipo tradicional do predador como uma figura brucutu solitária dos anos 80.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Visualmente, Trachtenberg mantém seu estilo enxuto e imersivo: a câmera poucas vezes abandona a perspectiva de Tek, reforçando o senso de tensão constante ao decorrer da trama. A direção de ação privilegia a fisicalidade, mesmo sem apelar para o “gore” humano. Terras Selvagens, aliás, é o primeiro filme da série classificado para menores nos EUA — consequência da ausência de sangue vermelho humano, ainda que a brutalidade continue presente. Curiosamente, essa suavização gráfica não compromete em nada o impacto das cenas; ao contrário, evidencia que intensidade não depende exclusivamente de violência explícita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Terras Selvagens</em> também apresenta um roteiro mais robusto do que o convencional para os parâmetros desta franquia, equilibrando ação intensa com a jornada emocional dos protagonistas — e ainda adicionando um toque de humor meio “Marvel” que, inesperadamente, funciona melhor aqui do que em <em>O Predador</em> (2018). O único ponto que pode dividir parte da base <em>hardcore</em> é que, ao optar por uma abordagem mais emocional e até mais companheirista, o filme inevitavelmente se afasta um pouco do tom mais brutal e minimalista dos filmes anteriores — algo coerente dentro da proposta, mas que não necessariamente agradará aos puristas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário em que Hollywood insiste em reciclar franquias sem propósito claro, <em>Terras Selvagens </em>se destaca por expandir o universo de forma orgânica, sem se apoiar apenas em nostalgia. É um raro exemplo de blockbuster de marca antiga que parece ter algo novo a dizer — e não apenas algo novo a vender. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, devemos agradecer a Trachtenberg pela dedicação em expandir esse universo, algo que não era visto desde <em>Predadores</em>, e torcer para que a sequência de produções mantenha o mesmo nível dos últimos três filmes. <em>Predador: Terras Selvagens</em> é um blockbuster divertido, surpreendente em vários momentos e que se consolida como um dos destaques de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Alien: Romulus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Tao]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 16:27:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com sucesso, 'Alien: Romulus' pega o que há de melhor no filme anterior, Alien e atualiza para o século XXI.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">É possível introduzir valores novos a uma franquia velha? É necessário esse movimento para modernizar uma saga tão querida? <em>Alien: Romulus</em> vai beber de um aspecto do original que atraiu poucos olhares e se torna uma das mais positivas surpresas do ano.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em <em>Alien </em>(1979), logo de início, uma noção trabalhista fica logo clara: dois dos operários braçais comentam o tempo todo sobre seus respectivos pagamentos, da insegurança de que talvez ele não virá. Essa condição, da troca de seus serviços por, muitas vezes, nada, é o que motiva Rain (Cailee Spaeny) em <em>Alien: Romulus</em> a aceitar uma espécie de trabalho por conta própria que alguns amigos propõem. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso porque, após completar suas horas obrigatórias e, teoricamente, ficar livre de seu contrato, Rain vê uma burocrata aumentar seu número mínimo para o dobro, protelando sua alforria. Presenciamos um mundo no qual não existem indivíduos, apenas a força sem-rosto de seus trabalhos. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse mundo é desolado e poluído, trabalhadores morrem após entrar em contato com substâncias tóxicas durante o emprego. O diretor Fede Álvarez constrói essa ambientação com uma textura esfumaçada, suja, as imagens parecem carregadas de poeira e melancolia de forma indissociável.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao lado de seu androide particular, Andy, que possui como diretriz sempre protegê-la, como um irmão, Rain é convocada por jovens amigos dispostos a fugir dessa realidade, coletando vestígios de uma nave que sobrevoa o espaço acima deles.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Andy é capaz de falar “Mãe”, uma linguagem utilizada pelos robôs desse mundo para se conectarem ao computador das naves espaciais e, por isso, é imprescindível na missão. Um dos momentos de terror do filme é exatamente quando, depois de ser atualizado, Andy “veste a camisa da empresa” e abandona a diretriz de proteção à irmã, defendendo exclusivamente os interesses da companhia Weyland-Yutani, que, obviamente, são completamente distintos daqueles dos jovens exploradores.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">É um espírito que lembra a identidade da Warner, do seu início até ali nos anos quarenta, de uma programação que conversava muito com um público proletário, sobre seus medos e anseios, usando suas lentes para encarar o mundo. Aqui, o vilão é a corporação, que não se importa com as vidas ou o bem estar de quem opera as máquinas que trarão lucro. O uso de andróides no universo Alien sempre foi interessante porque o pragmatistmo da inteligência artificial não se interessa por salvar quem está em perigo, mas sim em concluir missões atribuídas pela empresa, e, ainda assim, esses corpos sintéticos, ao longo de toda a saga, enxergaram muito valor na figura do Xenomorfo, que o descrevem como o organismo perfeito.&nbsp;</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Isso atinge o ápice na figura de David em Prometheus e Alien Covenant, filmes que são rechaçados mas possuem uma característica muito positiva que se manifesta em <em>Romulus</em>: seus visuais e fisicalidade. Em Covenant há uma cena que é tratada como chacota, quando duas personagens deslizam e caem no chão graças ao sangue que jorra das costas de um infectado. Porém, essa sequência denota o quanto a materialidade desse mundo importa, que um sangue não é apenas um recurso estético, mas nele contém uma noção profundamente diegética. Ele existe, interage e modifica o espaço no qual aparece. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em <em>Romulus</em>, Fede Alvarez se importa muito com a arquitetura das naves e os trajetos que as personagens fazem, além da materialidade do sangue, dessa vez dos Xenomorfos. Uma das melhores sequências do filme é quando Rain tem um fuzil futurista para lidar com uma horda de Xenomorfos, mas o sangue ácido da criatura vai destruir o chão da nave. A solução de Rain é desligar a gravidade do recinto e disparar, o que faz com que o sangue flutue e, contornando o líquido mortal, torna-se possível a travessia.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Tendo esse mote trabalhista, aliado a um pensar muito artesanal em sua concepção visual &#8211; o filme se orgulha de seus efeitos práticos -, <em>Alien: Romulus</em> pega o que há de melhor no primeiro <em>Alien</em>, do subtexto ao materialismo, e atualiza pro século XXI. Essa parece ser a tônica da escolha por Fede, diretor que já havia tentado o mesmo em <em>A Morte do Demônio</em> (2013), porém, aqui, o sucesso é imediato.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">
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