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	<title>Arquivo de 3 Tabela Filmes | O Cinema É</title>
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	<description>Crítica, notícias e trailers sobre filmes e seriados</description>
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		<title>Cinco da Tarde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Eduardo Eufrazio do Nascimento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 17:09:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No longa Cinco da Tarde, dirigido e escrito por Eduardo Nunes, a trama acompanha Anabel (Bárbara Luz), uma jovem que morava com a avó no Rio de Janeiro. Com a morte repentina da idosa, ela se vê mergulhada em um luto silencioso, solitário e confuso. É nesse momento de dor que decide ir à casa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No longa <em>Cinco da Tarde</em>, dirigido e escrito por Eduardo Nunes, a trama acompanha Anabel (Bárbara Luz), uma jovem que morava com a avó no Rio de Janeiro. Com a morte repentina da idosa, ela se vê mergulhada em um luto silencioso, solitário e confuso. É nesse momento de dor que decide ir à casa de Meiko (Sharon Cho), sua vizinha tímida que também mora sozinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme a trama avança, essa aproximação singela revela dores compartilhadas e semelhanças improváveis. Juntas, elas constroem uma relação de afeto e amparo mútuo para lidar com o peso da perda.</p>


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			<p>O longa Homem Aranha: Um Novo Dia, dirigido por Destin Daniel Cretton (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis), traz aqui a história mais madura</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O filme traz uma narrativa fora do convencional do gênero dramático brasileiro. Através de uma direção e roteiro sutis, o diretor propõe uma reflexão sincera sobre a ausência. A fotografia, filmada em preto e branco com momentos coloridos intercalados, funciona como uma espécie de aquário — muitas vezes mostrado na narrativa —, que explora o espaço e o isolamento emocional dessas duas personagens. Gosto de como a trama foge do clichê ao caminhar de forma sutil entre a perda e os momentos poéticos (como sonhos) partilhados de uma para a outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, a obra tem seus deslizes. No segundo ato, o roteiro perde o foco da trama principal ao investir demais em subtramas, o que torna o ritmo arrastado e um pouco confuso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que salva o filme de perder o interesse do espectador é o elenco. As atuações de Bárbara Luz e Sharon Cho são espetaculares; a química e o carisma que as duas transmitem na tela são simplesmente catárticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, <em>Cinco da Tarde</em> peca no desenvolvimento, mas recompensa grandemente em sua estética, direção e atuações. No fundo, nos deixa com a pergunta incômoda: afinal, como lidar com a ausência?</p>



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