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	<title>Arquivo de Disney | O Cinema É</title>
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	<description>Crítica, notícias e trailers sobre filmes e seriados</description>
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	<title>Arquivo de Disney | O Cinema É</title>
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		<title>Cara de Um, Focinho de Outro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Matheus Augusto Sampaio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 12:39:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cara de Um Focinho de Outro: O novo filme da Pixar é visualmente encantador, prefere soluções seguras e entrega uma mensagem confortável — e surpreendentemente vazia.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos na dobradinha histórica Disney-Pixar (praticamente a dupla Bebeto-Romário das animações), pensamos em alguns marcos bem definidos: animações fofinhas, música pop que gruda na cabeça e uma mensagem pura e positiva para pessoas de todas as idades. Talvez estejamos vivendo um período histórico em que a mais prolífica e referenciada escola de animação 3D do mundo tenha abandonado esse último elemento e, consequentemente, seu princípio moral mais cativante.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Cara de Um, Focinho de Outro</em> (um excelente nome traduzido do original — e sem graça — <em>Hoppers</em>), lançado nos cinemas neste março de 2026, conta a história de Mabel, uma jovem universitária com problemas de temperamento que luta para proteger seu lugar favorito na floresta local. Até aí, nada de mais: diversas animações usam esse mesmo tópico da defesa do meio ambiente (um clichê educativo que vemos em todos os lugares). Antes de seguir com alguns <em>spoilers</em> — <strong>portanto, fiquem avisados!</strong> —, veja abaixo, o que se pode destacar de positivo:</p>


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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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				</article>
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				</div>
		



<h2 class="wp-block-heading">Pontos Positivos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A animação mais uma vez acerta na fofura dos bichinhos, com destaque para a lagartixa verde, que já inundou as redes sociais com seu jeito maluco. Outro destaque é a textura da pelagem dos mamíferos, que quase salta para a tela em forma de pelúcia pronta para comprar. Apesar de mais raras do que em outras produções, as piadas também estão bem colocadas, ao melhor estilo Disney, sem tentar apelar demais para os eventuais adultos que estarão acompanhando suas crianças no cinema, à exceção de um ou outro momento específico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha da trilha sonora também é acertada. Apostando no seguro (e, às vezes, no óbvio), usa temas como <em>Working for the Weekend</em>, do <em>Loverboy</em>, que ainda funcionam para aquelas cenas de transição em que os personagens estão construindo, treinando ou fazendo qualquer coisa que ocupe o tempo de tela sem diálogos ou uma construção narrativa mais elaborada. Apesar de repetitiva, a simplicidade de fórmulas prontas garante uma segurança importante para um gênero cinematográfico feito para um público muito diverso. Entretanto, justamente por acertar na simplicidade, é que é possível perceber pontos muito negativos da mensagem do filme e da forma que essa é entregue em 104 minutos de filme.</p>



<h2 class="wp-block-heading">História do filme (contém <em>spoilers</em>)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Voltemos à história. Mabel tem uma forte ligação com uma área da floresta onde passava tempo com a avó falecida. Porém, o local será destruído para a construção de um viaduto promovido pelo prefeito Jerry em plena campanha de reeleição. A única forma de impedir a obra é fazer com que os animais, misteriosamente desaparecidos, retornem. Isso acabaria obrigando o prefeito a cumprir a lei estadual que proíbe construções em áreas com vida animal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desesperada, Mabel procura sua orientadora, uma cientista excêntrica. No laboratório descobre um projeto de mais de 20 anos: um robô animal capaz de receber a mente humana para permitir a comunicação com outras espécies. Ela invade o local, transfere sua mente para um castor robô. Depois, vai até a floresta, onde encontra uma sociedade animal hierarquizada liderada pelo castor George. Também descobre que Jerry expulsou os animais usando caixas de som que emitem frequências insuportáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para impedir a obra, Mabel convence George a convocar um conselho que reúne os líderes das diferentes classes de animais. A reunião rapidamente assume um tom político e conflituoso: espécies com interesses distintos discutem território, sobrevivência e a ameaça humana, até que a proposta dominante passa a ser eliminar o “rei dos humanos”, o prefeito Jerry, como forma definitiva de proteção. Durante o encontro, a rainha dos insetos morre inesperadamente e sua coroa passa ao filho. O herdeiro, uma lagarta imatura e impulsiva, radicaliza ainda mais a posição dos insetos e acelera a decisão pelo ataque, a revelia de Mabel, George e outros mamíferos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após uma série de eventos, Mabel, Jerry e a equipe científica são sequestrados e forçados a criar um clone robótico do prefeito. O clone, que acaba sendo controlado pelo novo rei dos insetos — já metamorfoseado em borboleta — com um plano de destruir a cidade durante um comício. Os mamíferos impedem a tragédia, mas um incêndio devasta a floresta. No final, Mabel e Jerry chegam a uma solução: desviar o viaduto e transformar a área em uma reserva florestal onde humanos e animais possam coexistir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pontos negativos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os problemas dessa história começam já na ideia de os animais terem abandonado a área. Mabel ia lá sempre que podia e nunca percebeu que eles desapareceram? Tendo uma conhecida que é pesquisadora, nunca se importou em perguntar o que estava acontecendo? A própria cientista também é um problema: pesquisa vida animal há 20 anos e não notou que os animais foram embora? E mais: ninguém na equipe percebeu que eles se organizavam daquela forma?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O filme trata a ciência de forma bastante complicada. Quando não são completos ineptos ou covardes, os cientistas apenas atrapalham a vida da protagonista, que, tida como ansiosa e impulsiva, é a única capaz de fazer a narrativa avançar. A ideia de neutralidade científica é deturpada a ponto de parecer omissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É compreensível, por questões éticas, que cientistas não possam agir diretamente para fazer os animais voltarem ao habitat. Mas o próprio filme mostra que eles poderiam, por exemplo, gravar imagens das caixas de som colocadas ilegalmente pelo prefeito. Ainda assim, decidem não fazer nada diante de algo que prejudica o próprio trabalho. E o pior: isso é tratado como a atitude correta, já que as únicas consequências para os cientistas surgem por causa da intromissão de Mabel. Ou seja, a menina está errada; os cientistas omissos, não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vilanizar a revolta dos outros animais (como se apenas os mamíferos, em sua maioria, fossem dotados de alguma racionalidade) é de uma bizarrice argumentativa só vista antes em <em><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt2948356/"><strong>Zootopia</strong></a></em>. FIlme onde presas desenvolvem um plano para tomar o poder da cidade. Em <em>Cara de Um Focinho de Outro</em>, insetos, aves e outras espécies são responsabilizados pela decisão “animalesca” que tomam, como se a reação da natureza ao avanço humano fosse reduzida a um debate político. Tudo isso para apontar para uma solução conciliatória igualmente estapafúrdia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Mensagem problemática</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de uma vez, o filme explicita que a forma de resolver o problema é “trabalhar juntos”, seja entre todos os animais, seja entre Jerry e Mabel, independentemente de seus interesses antagônicos. Trata-se de uma perspectiva escapista e datada para o problema que ocupa ainda que sem querer o centro do filme: a preservação ambiental. <em><a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0327084/"><strong>Os Sem Floresta (Over the Hedge)</strong></a></em>, animação de 20 anos atrás, apresenta uma solução muito mais adequada sendo muito menos complexa e a animação, talvez, muito menos bonita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tempo da conciliação ficou no passado. Hoje, com a emergência climática batendo à porta, precisamos de mais do que soluções hipotéticas — ainda mais quando, do outro lado, há alguém que não merece nosso tempo para debates. O prefeito é corrupto (por mais que o filme tente humanizá-lo), descumpre a lei e o faz de maneira completamente desnecessária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinado momento, o filme afirma que o viaduto adiantará apenas quatro minutos da vida dos motoristas. Ou seja, a obra não mudaria a vida de ninguém, e ainda assim a solução proposta é dialogar com alguém que prioriza essa futilidade diante da vida de outros seres. O filme constrói esse dilema de forma desonesta ao apresentar a única alternativa à conversa como sendo a morte (diga-se de passagem, um tema pesado e sombrio, banalizado em uma animação para o público geral). Fora o Curupira, histórias sobre preservação ambiental não precisam se limitar à escolha entre assassinar ou conciliar com o agente do desequilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a única personagem que parecia ter algum princípio — Mabel — também acaba mergulhando em hipocrisia. O prefeito decide mudar a obra de lugar e pronto: A moça fica satisfeita por preservar “seu” espaço. E os animais do novo local? E a vida natural que será afetada? Quem se importa? Afinal, só conhecemos o lugar da Mabel e os bichos que aparecem na tela. Esses, sim, valem a pena cuidar, porque são bonitinhos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para <em>Cara de Um Focinho de Outro</em>, a questão ambiental vira um conjunto de intrigas pessoais, e não um problema coletivo. O filme falha em seus objetivos narrativos e fracassa ao trabalha-los para o público infantil. Tentando mostrar que a ciência pode ser usada para ajudar e atrapalhar a vida, o filme retrata cientistas como incapazes de se posicionar. Buscando evitar as armadilhas políticas do debate ambiental, acaba indo aos extremos. Ao tentar contar uma história de amadurecimento, transforma Mabel em uma personagem omissa e individualista, conivente com um prefeito criminoso que não sofre consequência alguma (nem a eleição ele perde!). Ao tentar complexificar seus personagens, irracionaliza as vítimas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem reclamou de <em><a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/uma-batalha-apos-a-outra-critica-2/"><strong>Uma Batalha Após a Outra</strong></a> </em>e de seu discurso despolitizante, aqui está uma versão industrializada só para baixinhos. Ao querer adicionar camadas justamente onde não devia, o filme acaba sendo esquecível, se tirarmos do caminho a desonestidade atroz de seu discurso. Não merece estar ao lado de outras obras da Pixar. Estas, sempre foram conhecidas por mensagens positivas e universais, agora tem em seu ról, uma que é conformista e cega diante de temas tão sensíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, <em>Cara de Um Focinho de Outro </em>tenta parecer complexo onde deveria ser honesto e conciliador onde deveria ser firme. Ao suavizar conflitos reais em nome de uma harmonia artificial, entrega uma mensagem confortável, mas estupidamente vazia. E talvez esse seja seu maior problema: não é um filme que erra tentando dizer algo difícil. Pelo contrário, é um filme que evita dizer qualquer coisa que realmente importe. Isso é inadmissível para um estúdio que nos ensinou que <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/divertida-mente-2/"><strong>animação pode ser muito mais</strong></a> que isso.</p>
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		<title>Casamento Sangramento: A Viúva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enzo Biancheti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 21:54:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Casamento Sangrento: A Viúva é uma sequência que carece em fator novidade, mas funciona através de sua expansão de mitologia e tom caótico. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>O Casamento Sangrento: A Viúva</em>, sequência do cultuado <em>Casamento Sangrento (2019),</em> dirigido mais uma vez pela dupla Radio Silence, mantém o espírito irreverente e caótico que consagrou o original, ao mesmo tempo em que expande sua mitologia de maneira inventiva. Se o fator surpresa já não é o mesmo, o filme compensa essa ausência com uma narrativa que entende o próprio universo e se diverte explorando suas possibilidades, elevando o absurdo a novos níveis sem perder o controle do tom.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A grande força do longa continua sendo <a href="https://ocinemae.com.br/samara-weaving/" id="11209"><strong>Samara Weaving</strong></a>, que retorna ao papel de Grace com a mesma entrega carismática que a transformou em uma das protagonistas mais marcantes do terror recente. A atriz domina o equilíbrio entre vulnerabilidade e ferocidade, sustentando o filme com uma presença magnética. Ao seu lado, Kathryn Newton surge como uma adição inspirada, trazendo à personagem Faith uma energia complementar que rende uma dinâmica envolvente. A química entre as duas é imediata e funciona como um dos principais motores emocionais e cômicos da trama.</p>
</p>
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				<a class="elementor-post__thumbnail__link" href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" tabindex="-1" >
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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				</div>
		
</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O elenco de apoio cumpre sua função com eficiência, contribuindo para a construção desse caos organizado que define o filme. Elijah Wood, Shawn Hatosy, Varun Saranga e Maia Bastidas se destacam dentro de suas propostas, cada um encontrando espaço para brilhar dentro do tom exagerado da narrativa. Bastidas, em especial, protagoniza uma das sequências mais memoráveis do longa, embalada por <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lcOxhH8N3Bo" id="https://www.youtube.com/watch?v=lcOxhH8N3Bo"><strong>Total Eclipse of the Heart</strong></a></em>, de Bonnie Tyler, em um momento que sintetiza perfeitamente o espírito da obra: violento, estilizado e assumidamente teatral.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na direção, o Radio Silence reafirma sua identidade estabelecida em filmes como <em>Pânico</em> 6 e <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/abigail/" id="21724"><em><strong>Abigail </strong></em></a>com segurança. A dupla demonstra domínio de ritmo ao conduzir a narrativa por set pieces dinâmicas, sabendo exatamente quando acelerar o caos e quando permitir que o humor respire. Há uma consciência clara do tipo de experiência que o filme quer oferecer, e isso se traduz em uma condução confiante, que abraça o exagero sem cair na desorganização. A violência é coreografada com criatividade, e o timing cômico segue afiado, garantindo que o entretenimento nunca perca força.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sem o frescor do primeiro filme, <em>O Casamento Sangrento: A Viúva </em>encontra valor em expandir seu universo com inteligência, reforçando sua identidade ao invés de apenas repeti-la. É uma sequência que entende suas próprias limitações, mas também suas qualidades, e se apoia nelas para entregar uma experiência divertida, energética e cheia de personalidade. No fim, o filme prova que, quando há clareza de tom e domínio criativo, revisitar um mundo já conhecido pode ser tão empolgante quanto descobri-lo pela primeira vez.</p></p>
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		<title>Avatar: Fogo e Cinzas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 20:21:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com ainda mais carinho, James Cameron continua sua saga em meio a uma narrativa envolvente, visuais espetaculares e emoção, embora tropece um pouco.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/avatar-fogo-e-cinzas/">Avatar: Fogo e Cinzas</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Avatar: Fogo e Cinzas</em> (<em>Avatar: Fire and Ash</em>) é mais um exemplo de como James Cameron é eficaz em colocar seus espectadores dentro do universo e do mundo de Pandora. Aqui, o visual consegue melhorar ainda mais em comparação ao filme anterior, e todo o trabalho de som é uma recompensa aos ouvidos. Por algumas horas, Pandora se torna o novo lar de quem assiste, e é completamente possível esquecer por completo do mundo e da vida. É bizarro como, em dado momento, você esquece que 99% do que se vê é feito por efeitos especiais, e toma tudo como real. O filme é um convite, e um dos bem feitos.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Graças a direção dedicada de James Cameron, apaixonado pela própria ideia como ele é, o público se maravilha e cativa com tudo o que vê, não só por ser belo, mas por estar sendo mostrado como um atleta premiado exibe seus troféis. A experiência jamais chega perto do tédio, nem da sensação de arrasto, mesmo tendo mais de três horas. Tudo é muito fluído e agradável, e na verdade o que se sente é o gosto de &#8220;quero mais&#8221;!</p>
</p>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, <em>Fogo e Cinzas</em> é sim mais alongado do que devia, e estende questões internas de forma artificial. A sensação que fica é que James Cameron não está mais tendo ideias novas o bastante para continuar o fio da saga, e que prolonga o que já tem para render alguma coisa. O problema é que qualquer um prestando mais atenção vai notar esse fato. No entanto, existe um outro aspecto que, embora possa ser uma razão para esse alongamento, não passa nem perto de uma boa desculpa: ele está guardando o melhor para o final, até por que, o plano são cinco filmes.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nessa sequência, os mesmos tipos de situações são explorados, como batalhas na água e uma trama bem mais voltada ao oceano num geral, o que contradiz o título da obra. Até quando o roteiro trás algo de diferente, ele mesmo se sabota e reverte a trama para uma estrutura quase idêntica a do segundo filme. Sequestro de crianças revela um novo vilão, Jake Sully se prepara para enfrentá-lo, o novo vilão caça Jake Sully com veemência ao longo da obra e realiza pequenas maldades pelo caminho, Jake Sully reune os Na&#8217;vi para uma guerra contra o inimigo e o confronta numa batalha épica de corpo a corpo. É complicado, mas acontece sempre.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para contornar a fórmula e tentar caminhar, o roteiro trás muitas e bem-vindas cenas de vivência de Jake e sua família em Pandora, assim como trás um aprofundamento na mitologia do planeta e da própria deusa Eywa, através de Kiri. São pequenos acenos que dão ao filme uma cara mais própria e ajudam a não parecer uma cópia. O esforço ao redor da personagem Kiri são louváveis, e ela por si só, é bastante bem escrita. Existem cenas em torno de Jake, suas questões como Toruk Makto, a Neytiri que também tem mais foco. Só não achei apreciável, no entanto, a narração em <em>off </em>de Loak, filho de Jake. O personagem mal aparece aqui, pelo menos não de forma impactante, e suas narrações não contribuem para nada, parecendo apenas reflexões jogadas no meio do longa.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A tribo do fogo, inclusive, é um desperdício triste no que diz respeito a aprofundamento, já que só estão ali por dois motivos: dar a Pandora um ar de diversidade e servir de muleta para o arco do vilão Miles Quaritch. Tanto é assim que essa tribo não tem seus costumes realmente explorados, nem sua líder é aprofundada em nada, e no fim eles não possuem impacto na trama de forma quase alguma. É uma pena.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o filme cria uma faca de dois gumes se utilizando do artifício &#8220;mais e maior&#8221; e atribuo essa dualidade ao emprego da técnica, pois o diretor sabe, e sabe muito bem, trabalhar cenas épicas e grandiosas de ação, conseguindo apresentar um verdadeiro espetáculo em realização e conceito. Tudo em <em>Fogo e Cinzas </em>é incrível de olhar. Tudo é plástico, e não é cansativo ver. Porém, é claro, o filme se utiliza disso, pois não tem nada de original para mostrar, então pega a batalha final do segundo e a aumenta até a décima potência na tentativa de soar novo. Toda cena de ação aqui<strong> </strong>é vítima disso, em verdade. Perseguições são mais longas, voos demoram mais e guerras são alongadas. Mesmo assim, é mentiroso negar que aqui temos o filme mais espetacular dos três, e mais mentiroso ainda dizer que este não tem algumas das melhores sequências de ação que Cameron já dirigiu.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No fim das contas, <em>Avatar: Fogo e Cinzas</em> é um bom filme? Segundo penso, sim, e na verdade está longe de ser ruim. Para alguns, mediano talvez coubesse melhor. Tudo é tão precioso, tão bem filmado, tão bem contado até, que é difícil fechar os olhos e apenas afirmar que a coisa não presta. James Cameron é com certeza um artista capaz de cativar, mesmo que mostre, as vezes, pinturas muito parecidas umas com as outras.</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/avatar-fogo-e-cinzas/">Avatar: Fogo e Cinzas</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Predador: Assassino de Assassinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 20:12:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Predador: Assassino de Assassinos é um estudo incrível de que, até mais que os temíveis aliens caçadores, a humanidade é feroz.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">Com o sucesso de <em>Predador: A Caçada</em> (<em>Prey</em>), Dan Trachtenberg foi capaz de trazer a franquia de volta aos holofotes e, como se não fosse suficiente, entregou um plano de mais filmes nos próximos anos. Entre eles, <em>Predador: Assassino de Assassinos</em> saiu em junho deste ano como uma antologia de pequenos contos envolvendo pessoas ao longo da história que foram caçadas pelos yautja. Aqui, a ação toma conta e o espectador é presenteado com fascinantes e viscerais cenas de ação, mas também uma inesperada dose de drama.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">É impressionante como Dan consegue ampliar a ideia de explorar outras épocas da humanidade aqui, mesmo que, talvez de forma mais clara que em <em>Prey</em>, ele apenas reutilize muito da estrutura do primeiro <em>Predador</em>. Se não fosse o fim do terceiro conto que, engenhosamente, nos introduz a um quarto e último &#8220;ato&#8221; realmente inovador e interessante para a franquia, este filme seria um exemplar comum e esgotado.</p>
</p>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Por sorte, o diretor é esperto para não cair nas armadilhas do mais do mesmo e, a todo momento, alimenta o espectador com ideias e mergulhos breves, mas interessantíssimos em épocas antigas. Guerreiros vikings, ninjas e, ao fim, pilotos na Segunda Guerra Mundial. O quarto capítulo é, antes de mais nada, uma espécie de &#8220;trailer&#8221; para o que virá na saga. Sim, isso retira alguns pontos da obra e a faz parecer muito mais comercial do que deveria, mas também satisfaz com o clima de empolgação. O roteiro é bem direto e até piegas, digamos, com os predadores de cada história tendo características equivalentes às suas presas. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A própria animação é de qualidade, embora não diria que está a altura de obras com estilos parecidos como <em>Aranhaverso </em>e <em>Arcane</em>. Os panos de fundo, os cenários, sendo bem direto, não são os melhores, bastante estáticos como se fossem pinturas ou fotos. Na ação, porém, a qualidade sobe absurdamente, cheia de sequências sufocantemente bem realizadas e coreografadas, aderindo bastante ao absurdo e aproveitando-se do fato de serem feitas num estilo característicamente irreal. O trabalho de som em torno da ação é da mesma qualidade, potencializando os socos, golpes e cortes que chega a &#8220;ferir&#8221; quem assiste.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">É claro que, pelo contexto mais veloz da trama, os predadores são &#8220;emburrecidos&#8221; para não conseguirem matar seus verdadeiros alvos, então servem para nos dar o espetáculo antes do embate de verdade. A verdade é que qualquer um que preste alguma atenção consegue notar tudo isso, contudo, é também capaz de suspender sua descrença para aproveitar as sangrentas cenas de caçada.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Predador: Assassino de Assassinos </em>chega com aquele típico divertimento que, se viesse apenas com essa embalagem, não se destacaria tanto. Seu verdadeiro trunfo está no último ato e, com ele, as bombásticas revelações para o futuro do nome Predador. A expansão em torno dos yautja é interessante, mesmo que não conte tantas coisas novas. No fim, mesmo que a obra agrade, fica parecendo mais um &#8220;fiquem por aqui, viram?!&#8221; do que um &#8220;aproveitem!&#8221;.</p></p>
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		<title>O Predador: A Caçada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Chaves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 20:03:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um recomeço, mais uma mudança, mas desta vez para melhor.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/o-predador-a-cacada/">O Predador: A Caçada</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>O Predador: A Caçada</em> (<em>Prey</em>) chegou em 2022 com uma proposta batida e cansada: reiniciar a franquia e tentar extrair algo dela, ao mesmo tempo em que<strong> </strong>tenta novas direções e respirar novos ares. Depois do desastre do longa de 2018, decidiram que o melhor seria literalmente mudar as coisas e, agora, o embate entre homem e alien vai para meados do século 18 com uma garota indígena lutando pela sobrevivência contra um terrível monstro vindo do céu.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Deve-se admitir que tal mudança desperta o interesse e ativa a área do cérebro responsável pela curiosidade. Poucas vezes se vê filmes medievais ou que se passem na idade moderna tratando de temas como invasão alienígena (o que, pessoalmente, acho uma pena) e, pelos exemplos existentes, é difícil imaginar que venha outro tão cedo. O que interessa é: <em>Prey</em> consegue trazer a franquia <em>Predador </em>de volta? Ele consegue respirar novos ares? A resposta<strong> </strong>é<strong> </strong>sim e não ao mesmo tempo, embora seja indiscutível que este se trate do melhor desde o primeiro.</p>
</p>
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				A Odisseia			</a>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A direção de Dan Trachtenberg tenta trazer o<strong> </strong>realismo para cá com uma trama bem mais pé no chão e ainda é feliz por ter escolhido uma época passada para contar a história, possibilitando situações complicadas para a protagonista. Aqui, é incrível ver-se imerso em situações onde tecnologias<strong> </strong>viriam muito a calhar. Não só isso, Dan<strong> </strong>volta a investir no horror, mesmo que este não seja o forte dessa saga, preenchendo as cenas com iminência e bastante violência, porém com ressalvas, já que existe um forte uso de sangue digital, o que empobrece a ação.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A protagonista é engenhosa, corajosa e muito habilidosa &#8211; misturando os protagonistas anteriores. Não demora até que o espectador crie conexão e torça pela moça, ainda mais pelo contexto que em que ela se encontra, sendo<strong> </strong>destratada e diminuída por ser uma mulher que deseja ser guerreira dentro da tribo. O tempo inteiro a direção, o roteiro e a própria atriz demonstram como tudo está contra ela, os desafios são mais difíceis, as lutas são mais dolorosas e até mesmo o medo é pior, já que a própria criatura a &#8220;rejeita&#8221; por ser &#8220;indefesa&#8221;. Sim, certamente há um bom estudo em torno do machismo estrutural e do preconceito aqui, embora ele possa não ser tão bem passado ao espectador.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Eu diria que o maior problema de <em>Prey </em>é como, em todos os momentos, o filme tenta passar a ideia de que Naru (a protagonista) precisa se superar para vencer seus obstáculos, mas ao mesmo tempo facilita as coisas para ela. Quando em ação, praticamente não é ferida e, infelizmente, nota-se um quê de &#8220;super-heroína&#8221; nas acrobacias da personagem. Ela salta, pula e se pendura nas coisas de forma que parecem fora do ar de realismo que Dan tenta entregar na obra. Em momentos de fuga, Naru praticamente não corre perigo, restando para os coadjuvantes o papel de &#8220;servir para a ação&#8221;.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Outro problema é que Prey parece se escorar muito no filme original, praticamente repetindo seus acontecimentos, apenas trocando o contexto, os personagens e o local. No centro, tudo é a mesma coisa.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a maior qualidade aqui está, ironicamente, na protagonista e nos enfrentamentos relacionados ao predador. As cenas de embate são brilhantemente filmadas e muito reais, assim como é ótima a criatividade do diretor em apresentar a tecnologia yautja de forma mais &#8220;rústica&#8221;.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Não é a obra mais criativa, nem a mais única dentro da franquia <em>Predador </em>ou dentro do cinema de horror com aliens, mas <em>Predador: A Caçada </em>foi um recomeço e tanto, além de possibilitar o lançamento de novas obras e trazer para essa saga a chance de brilhar novamente.</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/o-predador-a-cacada/">O Predador: A Caçada</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lainara Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 20:58:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda surpreende. Carrega humor extra e situações familiares bem construídas, provando que nem toda continuação decepciona.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">Subestimar a grande tríade de Hollywood conhecida como remake/continuação/live action já faz parte da minha rotina e de vários entusiastas do cinema nos últimos anos. Inclusive tem uma frase que eu cito frequentemente, ela faz parte de uma das minhas séries favoritas, New Girl. Schmidt uma vez disse <em>&#8220;A economia está uma droga, as abelhas estão morrendo, e os filmes são praticamente só sequências agora.&#8221;</em> Contudo, alguns projetos são capazes de furar a bolha da apatia e realmente me deixar interessada. E foi isso que aconteceu em <em>Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda</em>.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nostalgia vende e continuará lucrando enquanto a gente estiver disposto a se dopar com conforto ao invés de histórias originais. Após duas décadas, fica a impressão que o <em>timing </em>passou do ponto ao retomar tramas dos anos 2000, mas filmes como <em><strong><a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/os-fantasmas-ainda-se-divertem-beetlejuice-beetlejuice/">Os Fantasmas Ainda se Divertem</a></strong>,</em> acabam subvertendo as expectativas baixas. <em>Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda</em> conquistou um lugar ao sol em uma sequência que não era necessária, mas todo mundo vai amar!</p>
</p>
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				A Odisseia			</a>
		</span>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Anos depois de Tess (<strong><a href="https://ocinemae.com.br/jamie-lee-curtis/">Jamie Lee Curtis</a></strong>) e Anna (<strong><a href="https://ocinemae.com.br/lindsay-lohan/">Lindsay Lohan</a></strong>) sofrerem uma crise de identidade que resolveu alguns conflitos entre mãe e filha, Anna se encontra na mesma posição ao conhecer o amor de sua vida. Para seu desespero, a futura enteada Lily (Sophia Hammons) e sua filha&nbsp;Harper (Julia Butters) se detestam. Enquanto enfrentam os desafios da fusão de duas famílias, Tess e Anna descobrem que a troca de corpos não é só uma página no seu passado, mas uma repetição de eventos no presente &#8211; muito mais louca e complicada.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando as divulgações começaram, fiquei dividida entre a empolgação de ver a dupla dinâmica Lindsay e Jamie juntas e a bagunça narrativa que poderia acontecer. Duas pessoas trocarem de vida é uma coisa, mas quatro? As novatas Julia Butters e Sophia Hammons não me inspiraram confiança, mas foi durante a sessão que me senti leve por estar errada.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Harper tem muito de sua mãe, mas com seus gostos individuais &#8211; ao invés da guitarra, ela cultiva talento pelo surf. Não é tão explosiva quanto Anna foi, mas sim apática às coisas que acontecem. A única pessoa que deixa seus nervos à flor da pele é Lily, sua futura meia-irmã, que tem um jeitinho bem arrogante por conta de sua nacionalidade inglesa. Enquanto Harper é mais despojada e moleca, Lily é toda patricinha e aspirante a estilista.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Tem sido bem difícil ver a geração Z ser retratada com fidelidade nas telas &#8211; geralmente é um bando de roteirista millennial e gen X que pensam saber como esses jovens operam, mas aqui elas foram retratadas sem grandes invencionices. Os adolescentes de hoje não são tão complexos: geralmente são como todo mundo que passou por essa fase, irritantes, debochados e acham que sabem mais do que o resto do mundo. O que muda é a estética e acontecimentos contemporâneos.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A sequência é excelente, ficou à altura de seu irmão mais velho, com piadas bem montadas dentro das situações cômicas. Eu amei como fica claro que Lindsay e Jamie se divertem entre os <em>takes </em>&#8211; a mágica delas continua intacta. O que achei um toque legal foi como a mudança de ambas pelo momento catártico de trocar de vida impactou no que elas se tornaram: Anna é uma adulta coerente com sua personalidade rebelde e rockeira, mas o que antes era expressado em gritos evoluiu para outro tique, o respirar fundo. Tess, que era uma mulher focada na profissão e muitas vezes negligenciava as necessidades mais profundas dos filhos, agora é uma avó super envolvida.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Me preocupou como o personagem do Jake (Chad Michael Murray) seria inserido na história, já que ele não estava envolvido romanticamente com Anna, e a gente entende o motivo. É hilário como percebemos que Jake e Anna nunca dariam certo, justamente pela cadeia de acontecimentos naquela Sexta-Feira de 2004.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Erick (<strong><a href="https://ocinemae.com.br/manny-jacinto/">Manny Jacinto</a></strong>) é o par perfeito para Anna, e conseguimos ver mais da relação deles do que de Tess e Ryan (Mark Harmon). Vemos o começo da paixão e como cada um enfrenta seus desafios pessoais para encontrar a felicidade no amor. Mas no fim, o protagonismo é todinho de Jamie Lohan e Lindsay Lee Curtis 😆. Porém, faltou nos contextualizar sobre a relação atual entre ambas.</p>
<p>Em momento nenhum vemos um conflito direto pelo fato de Tess se meter demais na vida da filha e neta. Mas já que elas tiveram a mesma experiência novamente, que aprendessem a nova lição a partir disso, mas como a Lily estava envolvida, tivemos pouco tempo pra explorar isso. O núcleo é mais concentrado em Harper e Anna. Eu certamente não teria problema em ter mais 15 minutos de filme, pra nos oferecer mais pontos de crescimento. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">De qualquer forma, não vá esperando se decepcionar. <em>Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda</em> entrega nostalgia, risos e ótimas situações familiares.</p></p>
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		<title>Quarteto Fantástico: Primeiros Passos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Tao]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 19:50:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Astronautas, exploradores e aventureiros, Quarteto Fantástico se beneficia do distanciamento com o inescapável Universo Marvel.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<h2 class="wp-block-heading">Estado da Arte</h2>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Vivemos um período pós-ressaca dos heróis. Chegamos ao estágio das sátiras mainstream, do Superman Malvado no imaginário, do esgotamento de um modelo de produção. A identidade da Marvel exauriu-se, e novas saídas são necessárias para que a roda continue girando.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Semelhante a <strong><a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/superman-2025/">Superman</a> </strong>(2025), Quarteto Fantástico: Primeiros Passos prescinde de história de origem. Não vemos a viagem-acidente que concedeu poderes aos quatro integrantes, assim como a chegada do kryptoniano à Terra. Essas escolhas, nesses dois filmes, não são à toa. Tratam-se de decisões frescas para seus respectivos universos e, mais importante, para um jeito-de-fazer que não tinha mais forças. </p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
				<div class="elementor-post__excerpt">
			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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				</div>
		
</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">As comparações são inevitáveis: estética retrofuturista, primeiros filmes que omitem o início da trajetória, além de cisões estilísticas com o passado. A DC abandona o tom sisudo e abraça o espírito da Era de Prata; a Marvel substitui telas verdes e StageCraft por um desenho de produção genuíno.</p>
</p>
<h2 class="wp-block-heading">O filme</h2>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Temos, então, terreno fértil e disposição para distanciar-se do que saturou o gênero. Isso se concretiza parcialmente, sobretudo ao resolver um dos maiores problemas do MCU: os vilões. Aqui, surge Galactus, o Devorador de Mundos — não uma nuvem de poeira, mas o faminto colosso roxo.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O Quarteto Fantástico de Matt Shakman, na Terra-828, compõe-se de aventureiros, astronautas e exploradores, como definiu o diretor. São figuras midiáticas, políticas e culturais. Essa abordagem só é viável por ser uma obra livre dos vícios marvelianos: não paga pedágio a referências vazias (Homem-Formiga, por exemplo). O foco reside em seu funcionamento interno e dinâmicas particulares.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No quarto ano de atuação da equipe, a Surfista Prateada Shalla-Bal desce à Terra e avisa: seu planeta está marcado para morrer. O Quarteto prontamente se prepara para visitar os confins da galáxia para descobrir o porquê. Aqui, um dos méritos do filme e os louros de ser desgarrado do MCU (até então): os Fantásticos não são necessariamente super heróis. Eles são vistos, percebidos e celebrados de forma distinta; essa percepção de herói é muito do nosso mundo, ou Terra-199999.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os quatro, ou melhor, cinco, já que Sue Storm (<strong><a href="https://ocinemae.com.br/vanessa-kirby/">Vanessa Kirby</a></strong>) está grávida, encontram Shalla-Bal e Galactus. Prestes a implorar clemência, deparam-se com uma proposta ultrajante: o feto pelo Planeta. Proposição maligna, mas há contornos mais profundos: Galactus não quer mais sentir fome e precisa de um herdeiro para seu trono maldito. Franklin Richards, o futuro Fantástico, poderia perpetuar o fardo de devorar mundos.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os roteiristas acentuam esse contraste com inteligência. Um bebê intrauterino herda um legado tido como perverso, mas que é apenas o curso natural do cosmos: para construir, é preciso destruir. Galactus, a auto regulação do universo, cansou-se de sua condição e quer Franklin para carregar sua fome infinita.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os quatro recusam. Lutam para voltar à Terra, e Sue dá à luz durante a jornada. De volta ao planeta, sua dimensão de celebridades força o Quarteto a prestar contas ao mundo. A sociedade rejeita sua decisão de manter o filho, mas aqui entra um momento de brilhantismo do filme.&nbsp;</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Reed Richards discursa sobre liderança e o fardo de decisões impossíveis. Admite ter cogitado trocar o filho pela Terra: não por maldade ou paternidade falha, mas porque liderar implica dilemas que rompem laços. Sue, então, toma Franklin no colo e avança rumo à praça pública. Ali, tudo se encaixa.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Sue Storm avança à praça com Franklin. O IMAX, enfim útil, amplia seu corpo minúsculo contra a multidão. O cinza do filme persiste, mas sua fala calorosa atravessa a palidez: “Pais moveriam céus e terras por seus filhos”. Eis o pulo do gato: a solução científica de Reed nasce do discurso maternal. Não do roteiro que implora que você entenda &#8216;família!&#8217;, mas da encenação, que consuma a ideia. Vitória rara da Marvel, porque conseguiu fazer cinema.&nbsp;</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A ideia de Reed é teletransportar a Terra para outro lugar no universo e fugir de Galactus. A partir desse momento, o planeta precisa de sacrifícios energéticos para o plano funcionar, e a humanidade aceita. É curioso como o medo de uma ameaça alienígena faz a raça humana juntar forças.. é simplesmente o final de Watchmen! (Os quadrinhos, não o terrível filme)</p>
</p>
<h2 class="wp-block-heading">O que há de ruim no filme</h2>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Matt Shakman não é um grande diretor. Seu outro trabalho na Marvel, WandaVision, é um desastre gigantesco. O maior pecado da obra é reduzir-se a simulacro. A ideia de rastrear a história das séries americanas é uma sacada interessante, mas não passa de imitação barata. Em Quarteto, o retrofuturismo é superficial. Nenhum ideal brota dessa escolha visual (idêntico ao Superman de James Gunn). Compare-se com <em>Os Incríveis</em> (2004), no qual a estética comenta o assentamento suburbano americano pós Segunda Guerra Mundial.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Esse visual, que inicialmente chama atenção por ser diferente do padrão Marvel, não resiste a um olhar mais profundo. Os cinzas proeminentes e uma câmera que jamais explora espaços físicos ou proporções de tela confirmam Shakman como diretor ruim. A sensação é de potencial desperdiçado. Ainda mais com uma montagem que esquarteja o olhar, como é o caso deste filme, que perdeu personagens completos na mesa de edição, como o Red Ghost de John Malkovich. É claramente um filme retalhado. </p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A relação entre Ben (Ebon Moss-Bachrach) e Johnny (<a href="https://ocinemae.com.br/joseph-quinn/"><strong>Joseph Quinn</strong></a>) é muito boa no papel. Sem a cena da transformação do Coisa, surge uma dinâmica amistosa sem piadas fáceis sobre sua aparência. Falta, porém, tratamento imagético digno, crítica aplicável a todo o filme.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Do que adiantam sets elaborados se a iluminação não esculpe rostos? Do que adianta Tocha Humana denotar inteligência investigativa profunda se os meandros do trabalho não são mostrados, apenas a (boa) conclusão? A redenção de Shalla-Bal liga-se a Johnny, mas o filme ignora tudo tudo entre eles além da óbvia tensão sexual.&nbsp;</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">É um bom filme que parece ótimo por contrastar com o passado recente&nbsp; e pelo timing de lançamento. A tara por telas verdes cede ao fetiche de efeitos práticos, mas ainda sob lógica fordista marveliana. Seria icônico com Brad Bird? Talvez. Para um público acostumado a lixo, porém, um prato insosso basta.</p></p>
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		<title>Lilo e Stitch</title>
		<link>https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/lilo-e-stitch/</link>
					<comments>https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/lilo-e-stitch/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lainara Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 21:08:24 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://ocinemae.com.br/?post_type=critica_de_filme&#038;p=30847</guid>

					<description><![CDATA[<p>Lilo e Stitch: um live-action cuidadoso que, mesmo sem superar o original, brilha com seus protagonistas e mudanças narrativas inteligentes.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/lilo-e-stitch/">Lilo e Stitch</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como qualquer criança nascida nos anos 90, parte da minha formação foi construída pelas animações da Disney. Embora <em>Lilo e Stitch</em><strong> </strong>nunca tenha me gerado um apego emocional igual a outras animações como <em>O Corcunda de Notre Dame, A Bela e a Fera</em> ou <em>Mulan</em>, assisti à animação com certa frequência e gostava do alienígena encrenqueiro o suficiente. Mas no mundo todo, a animação de 2002 foi e é um sucesso estrondoso do estúdio, era questão de tempo até a obra receber a atenção da Disney para se tornar um <em>live action</em>. E eles levaram tempo pra entregar o resultado que está nos cinemas.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Confirmado em 2018, havia a desconfiança habitual de que o monopólio de Mickey Mouse entregasse mais um trabalho desmazelado, igual tem acontecido com a maioria dos projetos do tipo. Contudo, eles sabiam o vespeiro em que estavam mexendo: o personagem Stitch é extremamente carismático e principalmente, comercial! Pra vendê-lo, os chefões da Disney sabem que não podiam fazer feio e realmente, essa versão veio com bastante cuidado e pensada pra fazer jus à animação e adaptar a história pras novas gerações.</p>
</p>
<p>		<div data-elementor-type="container" data-elementor-id="28003" class="elementor elementor-28003" data-elementor-post-type="elementor_library">
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				A Odisseia			</a>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">É melhor? Nunca! E eu fiquei refletindo sobre isso. Por que a maioria dos <em>live-actions</em> não superam seus antecessores? Não sou uma estudiosa ou especialista, mas quero acreditar que uma animação representa o pico da criatividade, não há limites do que pode ser feito enquanto história e desenvolvimento quando se trabalha com uma narrativa inanimada. Quando um universo lúdico vem para o mundo real em forma de <em>remake</em>, as coisas ficam mais delicadas, não é possível investir o mesmo que uma animação 2D em personagens digitais. Envolve um trabalho maior e equipe bem extensa. E aonde eu quero chegar? <em>Lilo e Stitch</em> entregou o que pôde com os recursos disponíveis.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A maioria vai ficar insatisfeita com cenas que não foram cópia e cola da animação, mas confesso que não senti falta de muitas delas. Até mesmo Gantu, o grande vilão, eu apaguei completamente da memória, e só fui lembrar dele depois da sessão, vendo o apego das pessoas a ele.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">De qualquer maneira, o intuito desse texto não é comparar as obras, tem milhões de vídeos no TikTok para satisfazer sua revolta – se é que ela existe. Minha única crítica para esse projeto é que sacrificaram algumas interações da Lilo (Maia Kealoha) com o seu aspirante a cachorrinho para dar espaço a outras escolhas narrativas. Sinceramente, eu veria a jovem atriz interagir com essa criaturinha de CGI por mais 1 hora e não ficaria cansada.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A garota é um arrasa quarteirão, ela <em>É</em> A LILO da mesma forma que Isaac Amendoim é o <strong><a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/chico-bento-e-a-goiabeira-maraviosa/">Chico Bento</a></strong>. Infelizmente perdemos muito dessa dinâmica elétrica para o roteiro encaixar outras coisas, acho que houve um medo de não inchar a história e perder o foco, mas eles precisavam se concentrar nos protagonistas. Tirar o enredo do patinho feio foi um crime! A solidão não foi explorada o suficiente e isso me deu uma sensação de vazio.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Fora isso, achei algumas alterações coerentes e muitas das vezes bem executadas, como a relação das duas irmãs. Ver que Nani (Sydney Agudong) era mais do que só a irmã de Lilo e tinha muito mais a perder do que a custódia de sua irmãzinha foi muito inteligente. Ela equilibra a responsabilidade de manter a família unida com o pesar de abrir mão de um futuro promissor. É profundo, real e vai mexer com muitas mulheres que estão numa situação similar, abdicar de si mesmas pelo outro. Cobra Bubbles também foi uma boa mudança.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Pessoalmente, nunca comprei a ideia de um agente secreto também ser assistente social com tanto poder de moldar a vida das irmãs, mesmo antes da chegada de Stitch. Aqui, é Tia Carrere que assume a função de cuidar para que a vida das meninas seja o menos afetada possível, ela é doce, empática e consegue encontrar uma boa solução de vida para nossas amadas irmãs. Também amo a rede de apoio que Nani encontra em Tutu (Amy Hill). Na animação me batia um desespero de duas órfãs não terem ninguém para dar um suporte além do David, então fiquei com o coração quentinho de ver a comunidade mais engajada.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nas partes da comédia, Zach Galifianakis e Billy Magnussen ficam devendo um pouco, mas grande parte do alívio cômico envolvia os personagens de ambos, Jumba e Pleakley, se infiltrando em uma sociedade humana em forma de alienígenas, e isso ficaria inviável financeiramente. O que explica a ausência de Gantu. Da dupla, Billy Magnussen se destacou mais para mim, ele estava se divertindo no papel e a maioria das minhas risadas veio dele. Zach estava mais sisudo do que estou acostumada, imagino que pela escolha de torná-lo um vilão, então preenchendo a lacuna de Gantu ele teria que ser mais agressivo mesmo.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O CGI foi um primor, ainda bem que tiveram todo o cuidado nesse filme, como eu disse anteriormente, não dava pra vacilar com um personagem tão lucrativo. Stitch é apaixonante, e os alienígenas têm a anatomia do que seriam se existissem de fato, parece que a mesma equipe de <em>Vingadores</em> e <em>Guardiões da Galáxia</em> desenvolveu os personagens.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Concluindo, <em>Lilo e Stitch </em>de 2025 é sólido, divertido e oferece uma esperança do que boas adaptações podem ser se houver o mínimo de coerência e atenção. A criançada vai ter um prato cheio e o comércio vai nadar de braçada com produtos licenciados e não oficiais.</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/lilo-e-stitch/">Lilo e Stitch</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Mufasa: O Rei Leão </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lainara Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 15:23:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Disney volta às savanas africanas para contar a origem de Mufasa e, sem querer, entrega uma história mais interessante sobre Scar.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/mufasa-o-rei-leao/">Mufasa: O Rei Leão </a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mais um da série &#8220;ninguém pediu, mas como é da Disney vocês vão ter que engolir!&#8221; Esse é um dos sentimentos coletivos que cercou <em>Mufasa: O Rei Leão</em>, a prequela da história mais dramática do estúdio. Vale ressaltar, no entanto, que não é uma prequela da animação de 1994, mas sim da versão 3D de 2019, aquela proposta estranha de <em>live action</em> que, de vivo, nada tinha.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas ao contrário da decepção do primeiro filme, esse projeto parece ciente do que foi feito de errado e tentou corrigir alguns elementos, principalmente as expressões faciais dos animais. Além disso, o enredo é inédito, oferecendo liberdade das amarras de uma obra existente &#8211; algo raro nos recentes filmes da Disney.</p>
</p>
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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/a-odisseia/" >
				A Odisseia			</a>
		</span>
				<div class="elementor-post__excerpt">
			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A história é narrada por Rafiki para Kiara, filha de Simba e Nala, com Timão e Pumba trazendo suas típicas intervenções cômicas. Em <em>flashbacks</em>, conhecemos Mufasa como um filhote órfão e solitário, até seu encontro com Taka, um leão simpático e herdeiro de uma linhagem real. Esse encontro inesperado dá início a uma jornada de desajustados em busca de seu destino, unindo forças para escapar de um inimigo ameaçador e mortal.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos em Mufasa, as características que surgem são: majestoso, sábio, amoroso, justo e, principalmente, divino. Se o leão teve um dos finais mais dramáticos e tristes do cinema, sua origem precisava estar à altura. Era uma tarefa difícil mostrar as raízes de um personagem tão marcante, mas se analisarmos demais, nenhuma história estaria à altura do mito construído na animação original. Afinal, até lendas têm seus momentos de infância, inocência e erros &#8211; e surpreendentemente, a transformação de Mufasa funciona.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O único furo que incomoda é que o jovem leão não teve referência de grandes reis &#8211; parte importante de sua relação com Simba. Não que seria melhor se ele fosse um personagem monárquico desde o início, mas fica a dúvida: de onde ele tirou que os grandes reis do passado viviam no céu? A construção de Taka (que todos já sabem quem é) foi mais interessante que a do próprio Mufasa. Enquanto o protagonista passa por desafios que apenas confirmam sua personalidade heroica, vemos as verdadeiras nuances e mudanças do futuro vilão. Nada de um personagem atormentado e digno de empatia por uma vida difícil &#8211; pelo contrário. Taka foi privilegiado, mas sua natureza covarde e o medo de ser ofuscado fazem a semente da inveja brotar e germinar no que ele se torna. É fascinante quando um vilão gera identificação, e Scar consegue isso de forma preocupante: se não trabalhamos nossos sentimentos negativos, acabamos com o coração tão amargo quanto o dele.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Porém, nem tudo foi bem executado. A introdução de Kiara parece forçada nesse momento e, surpreendentemente, Timão e Pumba foram mais um estorvo que alívio cômico. Suas interferências prejudicam o foco da trama principal e nem são particularmente engraçadas. O humor da dupla sempre andou na corda bamba entre o hilário e o irritante, e desta vez pendeu para o lado errado.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">O roteiro também sofre com algumas facilidades típicas da Disney: sonhos, ser especial, acreditar em si mesmo. Embora sejam temas recorrentes do estúdio, aqui pesaram a mão e alguns momentos mereciam mais elaboração.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">No geral, é um bom <em>road movie</em> que estabelece a origem de vários personagens e lugares importantes. Um dos pontos altos é o bando de Kiros, um vilão à altura do antigo padrão Disney: ameaçador, assustador e que apresenta riscos reais aos heróis. Através dele, poderia até ser a origem de Zira, companheira de Scar em <em>O Rei Leão 2: O Reino de Simba</em> &#8211; em que Kiara terá um papel maior e Kovu poderá surgir, vamos torcer!</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">As novas gerações vão amar <em>Mufasa: O Rei Leão</em>, pois tem uma boa moral e efeitos especiais superiores ao primeiro pseudo-<em>live-action</em>. A frustração maior não é com o filme em si, mas com a constatação de que teria ficado incrível em 2D. Infelizmente, a Disney parece determinada a seguir o &#8220;progresso&#8221; e perder sua alma a cada <em>remake/live action</em> aprovado. Quem sabe um dia, quando a divisão de animação falir, possamos ter esperança de ver novas histórias sendo contadas no estilo clássico?</p></p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/mufasa-o-rei-leao/">Mufasa: O Rei Leão </a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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		<title>Moana 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enzo Biancheti]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://ocinemae.com.br/?post_type=critica_de_filme&#038;p=28734</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sem criatividade e paixão, Moana 2 é mais uma sequência da Disney que não tem a necessidade de existir. </p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/moana-2/">Moana 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[</p>
<p class="wp-block-paragraph">No final dos anos 90 e início dos anos 2000, a Disney criou o hábito de lançar sequências de clássicos do estúdio direto no formato de DVD. Esses filmes ficaram conhecidos por apresentarem uma qualidade duvidosa, que de certa forma, explicava o formato de lançamento dessas obras, já que era visível a falta de tempo e cuidado colocados na execução desses projetos. <em>Moana 2</em> está sendo lançado em 2024, mas se encaixa perfeitamente nos critérios dessa categoria. A diferença é que, dessa vez, o filme entrou em cartaz nos cinemas.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph"><em>Moana 2</em> é uma sequência da Disney cuja a existência parece estar mais voltada a conquista de lucro do que ao objetivo de criar uma boa história para ser contada, sendo inferior a obra original em todos os aspectos possíveis. Originalmente, o material que é visto em tela, foi planejado como uma série a ser lançada no streaming do estúdio, Disney+, mas essa ideia foi descartada e eles decidiram reformular o conteúdo que tinham em mãos, afim de transformá-lo em um filme.</p>
</p>
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				A Odisseia			</a>
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			<p>Christopher Nolan é um dos mais respeitados cineastas da atualidade. Construiu essa reputação, também, com seu trabalho de roteirista. É alguém interessado em estruturas narrativas</p>
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</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Essa decisão de última hora consegue ser sentida de forma clara durante o longa, com a história soando incompleta, apressada e também sofrendo de uma falta de urgência que prejudica a ressonância emocional da jornada da protagonista. Enquanto Moana (Auli&#8217;i Cravalho) é introduzida ao conflito principal da sua nova jornada ao longo do primeiro ato do filme, Maui (Dwayne Johnson) já está envolvido nele a partir do primeiro momento em que reencontramos o personagem, criando a sensação de que certas cenas ficaram de fora do corte final, prejudicando a estrutura e lógica interna do projeto.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os novos personagens introduzidos nesse capítulo também não convencem, sem que nenhum deles consiga ganhar espaço suficiente para deixar sua marca na mente do espectador. Entre eles, Matangi (Awhimai Fraser), uma semideusa que tem um passado complicado com Maui, e Simea (Khaleesi Lambert-Tsuda), a irmã mais nova de Moana, são as adições de maior potencial, mas infelizmente ambas não são exploradas de maneira envolvente ao ponto de causarem uma verdadeira impressão em quem está assistindo.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">A ausência de Lin-Manuel Miranda na composição da trilha sonora do filme é outro aspecto que prejudica o resultado final. Se no primeiro filme tínhamos canções contagiantes, ricas em personalidade e que moviam a história dos seus personagens de forma eficiente, o conjunto de músicas do seu sucessor é fraco tanto em qualidade musical quanto em qualidade narrativa, sem ganchos potentes ou uma musicalidade chamativa que consiga prender a atenção do ouvinte.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em defesa do filme, nem tudo nele é completamente apático. A qualidade técnica da animação é ótima, apesar do movimento e fluidez da água apresentar uma rigidez estranha em certos momentos. Os elementos da história relacionados a cultura da Polinésia também continuam sendo destacados com bastante respeito, ainda sendo capaz de conferir a Moana o diferencial responsável por lhe transformar na personagem cativante do filme original.</p>
</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas em soma total, <em>Moana 2</em> é o resultado direto de uma Disney em escassez criativa, não sendo capaz de oferecer uma história empolgante que justifique a sua existência dentro do que agora será uma franquia. E digo isso porque existe uma cena após os créditos finais que confirma que teremos um terceiro filme da heroína em um futuro próximo. Se tivermos sorte, talvez ele seja melhor do que a sequência que nos foi oferecida dessa vez.</p></p>
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