Em House of the Dragon, as coisas vêm se esquentando… Neste sexto episódio, a temporada dá uma bela alavancada e a série consegue dar uma respirada diante dos dois episódios anteriores serem mornos. Funcionando praticamente para aquecer o território para os próximos capítulos, o episódio é assumidamente Game Of Trones na sua mais pura essência. Continuando diretamente a partir dos acontecimentos dos episódios 4 e 5, o enredo mostra Ormund Hightower (James Norton) se aproveitando de fiéis de Rhaenyra em Tumbleton, impedindo a rainha vigente de atacar a cidade, o que faz Rhaenyra recuar e começar a bolar outros planos.
Parte desse pressuposto vem muito do showrunner Ryan Condal, apresentando uma narrativa já repetida, mas que funciona. O grande destaque do episódio é a forma como é construída a queda insignificante de Sir Criston Cole. É bem nítido que o personagem de Fabien Frankel já estava com seus dias contados, mas sinto que não teve impacto o suficiente. A verdade é que, apesar da boa atuação de Frankel, o personagem foi mal desenvolvido na série, contribuindo para algo morno na execução, propriamente dita.
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Diante disso, Rhaenyra tem tido problemas com espiões infiltrados de Ormund em King’s Landing, que estão matando soldados da guarda real… Gosto de como a direção utiliza muito bem o conceito de caça e o suspense bem construído aqui. Principalmente com Alicent e Helaena, que tentavam fugir, e agora Rhaenyra toma uma atitude drástica, que é prendê-las num calabouço — local que deve ser o cenário de um dos acontecimentos mais perturbadores dos livros de George R. R. Martin.
Por fim, House of the Dragon, neste sexto episódio, consegue articular muito bem suas ideias, aquecendo o território para os dois últimos episódios desta temporada. Com tons de suspense e até horror, a série ganha um novo fôlego.




