A terceira temporada de House of The Dragon chegou ao fim e, para muitos fãs, o último episódio foi o melhor da edição depois de semanas de insatisfação.
Mas por quê? O que aconteceu? O que o fechamento da terceira parte da série fez de certo quando todo o resto pecou?
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A resposta é simples. Trouxe para a tela a verdadeira Rhaenyra.
Não a Rhaenyra condescendente, submissa e boazinha que irritou o time preto que a ama, mas a rainha decidida, implacável e até (por que não?) cruel que ela é. Com todo o seu talento, Emma D’Arcy pôde, enfim, mostrar porque a princesa Targaryen é uma das melhores personagens de George R. R. Martin.
Porque o último episódio foi o melhor?
A verdade é que a temporada só não foi melhor, mesmo considerando todas as adaptações necessárias, porque o antagonismo que alimenta toda a guerra civil Targaryen foi esvaziado. Em prol de uma condescendência que chegou a ser estúpida para os padrões de Martin, Alicent Hightower assumiu complacência totalmente incompatível com sua versão literária, tornando-se irreconhecível para o time dos verdes. Se a tivessem deixado, tenho certeza de que Olivia Cooke poderia ter entregue muito mais.
Foi isso que de fato incomodou. Não a jornada insossa de Criston Cole pelas terras fluviais. Não a estadia enfadonha de Aemond em Harrenhal. Não a preguiça causada por um Aegon ridículo. Não a existência inacreditável do arco da princesa Rhaena. Não um Corlys Velaryon que insiste em não mostrar a que veio.
Foi a ausência de Rhaenyra e Alicent. Das verdadeiras.
O episódio final foi o melhor? Sim. Porque começou a consertar as coisas. Porque começou a ingressar nos detalhes do livro base. Pequenos detalhes que fazem a grandiosidade do universo de Martin. Pequenos detalhes que o público quer ver.
Alicent oferecendo Aegon em sacrifício a Rhaenyra depois da morte de Luke? Impossível. Abrindo as portas da Fortaleza para a rival? Sem chance. Envenenando o próprio filho? Jamais.
O público quer ver Rhaenyra despachando Daemon para fazer guerra em Tumbleton; obrigando Helaena a comer para manter seu refém viva (e o bebê que ela espera); matando o Alto Septão porque ele se recusou a ungi-la. Quer ver Alicent fazendo o possível e o impossível para manter o filho no trono, dando chiliques histéricos e maquinando estratégias para vencer sua inimiga.
Sem isso, a tensão perde a força.
Porque, pior do que homens fazendo guerra, são as mulheres, quando decidem fazê-la.

Uma resposta
Perfeita análise!