Assim que começa, Corra Que A Polícia Vem Aí mostra uma das suas principais características: a sátira aos filmes de ação policial feita por um humor baseado no nonsense. Aqui, acompanha-se o policial Frank Drebin, interpretado pelo hilário Leslie Nielsen. Ele precisa correr contra o tempo para salvar seu parceiro, Nordberg, que está no hospital, de toda uma conspiração criminosa que domina a cidade.
Nada tem muita explicação e tudo é bem rápido, inclusive as piadas, que começam e terminam repentinamente. A principal atração do longa é como ele tira sarro dos filmes sérios de policiais. Muitos elementos básicos são transformados, como subornos, carros explodindo com poucos tiros, desenhos de corpos em lugares inusitados, a forma como os romances nessas obras são superficiais. A própria narração em off do protagonista e a trilha sonora satirizam os filmes noir.

Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada revisita a infância com muito humor e uma reflexão afetuosa sobre crescer sem perder a inocência.
A narrativa, por sua vez, é bem sucedida graças a um humor tão apurado que, mesmo não fazendo rir sempre, se mantém no alto por nunca parar de trabalhar. A própria obra realiza um grande serviço ao fazer desnecessário o uso de explicação para o que está acontecendo. As coisas não fazem sentido, e o público não quer que façam. Isso é consequência de um trabalho bem feito.
Dirigido com competência por David Zucker, Corra Que A Polícia Vem Aí é hilário e bastante original, o que é irônico considerando toda a sátira da coisa. É um grande trabalho que até hoje perdura em sua graça.



