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	<title>Arquivo de Lupa Filmes | O Cinema É</title>
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	<description>Crítica, notícias e trailers sobre filmes e seriados</description>
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	<title>Arquivo de Lupa Filmes | O Cinema É</title>
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		<title>Abraço de Mãe &#124; Final explicado do terror psicológico brasileiro da Netflix</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Flávia Leão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 15:33:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O melhor terror nacional desde ‘Supermax’.</p>
<p>O post <a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/abraco-de-mae/">Abraço de Mãe | Final explicado do terror psicológico brasileiro da Netflix</a> apareceu primeiro em <a href="https://ocinemae.com.br">O Cinema É</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Abraço de Mãe </strong>é um filme brasileiro de terror psicológico disponível na Netflix que usa o horror para falar de trauma, maternidade e memória. Ambientado durante um desastre real no Rio de Janeiro, o longa aposta em metáforas perturbadoras para construir sua narrativa. A seguir, entenda o significado da história e se vale a pena assistir.</em></p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">:::</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abraço de mãe é, geralmente, o lugar mais seguro do mundo, quente, confortável e acolhedor, o maior e o melhor porto seguro de uma pessoa. Ou pelo menos deveria ser assim, porque quando o contrário acontece, o trauma pode ser imenso e, muitas vezes, nunca chega a ser superado. É esse o assunto que o diretor argentino Cristian Ponce aborda nesse novo longa de horror nacional da Netflix, de forma um tanto quanto visceral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São obras assim que, às vezes, me impressionam e fazem perceber o quão bons nós somos em fazer produções de gênero, quando ousamos nos aventurar nelas e abraçá-las, como uma mãe faria. Foi assim com o excelente <em>Supermax</em>, em 2016, é assim agora, em <em>Abraço de Mãe.</em></p>


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			<a href="https://ocinemae.com.br/critica_de_filme/criadas/" >
				Criadas			</a>
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			<p>No longa Criadas, dirigido e escrito por Carol Rodrigues, a trama acompanha o reencontro de Sandra (Mawusi Tulani) e Mariana (Ana Flávia Cavalcanti), duas mulheres</p>
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<p class="wp-block-paragraph">E <em>Abraço de Mãe</em> usa do terror para falar de trauma, em uma quase relação de metalinguagem. A pequena Ana luta para enfrentar seu passado, marcado por um terrível incêndio que feriu sua pele e a separou de sua mãe, uma mulher claramente perturbada que dopava a filha que ela criava sozinha. Anos mais tarde, inevitavelmente, Ana se torna bombeira, e <strong><a href="https://ocinemae.com.br/marjorie-estiano/">Marjorie Estiano</a></strong> surge para encarnar essa personagem cheia de complexidades. Sua atuação é magistral, explicando, mais uma vez, porque ela é considerada uma das maiores atrizes de sua geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pano de fundo da história é um fato real: o temporal que inundou o Rio de Janeiro em 1996, o mesmo dia em que Ana e sua equipe recebem um chamado para checar um asilo que, aparentemente, corria o risco de desabamento. Mas essa tarefa simples acaba se tornando uma noite de horror, protagonizada pelos estranhos e misteriosos moradores do asilo, que tinham uma certeza mórbida de que a casa, mesmo que em estado deplorável, não ia ceder à tempestade – nem aos bombeiros, que queriam evacuar o local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em se tratando de um terror psicológico, não é difícil traçar um paralelo entre o cenário claustrofóbico daquele asilo, que funciona como um útero bizarro, e a mente de Ana, que sempre retornava à noite do incêndio de sua infância, que sufocou o resto de sua vida. Lia (Maria Volpe), a menina desamparada que ela encontra na casa, pode facilmente representar ela mesma. Sua ânsia de salvá-la é um grito de socorro da garota órfã que ela foi, e a percepção de um instinto materno totalmente diferente do que ela conheceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma brilhante e terrífica, Ponce dá à luz uma obra que representa um parto, com toda a dor do processo, mas com uma história de vida marcada POR traumas, fantasmas e, claro, um pouco de sangue. Tudo isso em uma noite escura em que a tempestade ruge do lado de fora de uma casa em que é difícil até mesmo ver aquela luz no fim do túnel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem tudo é muito claro e o roteiro de <em>Abraço de Mãe</em> falha em alguns aspectos, principalmente no que se refere ao destino dos colegas bombeiros de Ana. No entanto, a presença de Estiano, que é o corpo e a alma do filme, é tão arrasadora que esse detalhe fica em segundo plano, mesmo que não passe despercebido até para o olhar menos atento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, se você é fã de terror e curte ainda mais o gênero quando estamos no pleno espírito do Halloween, corte o cordão umbilical e dê o play em <em>Abraço de Mãe</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><small><strong>* O filme estará disponível na plataforma da Netflix no dia 23 de outubro.</strong></small></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Final de Abraço de Mãe explicado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O final de <em>Abraço de Mãe</em> abandona explicações literais e reforça sua natureza simbólica. O asilo funciona como uma extensão da mente de Ana, um espaço onde o passado traumático se materializa. Ao enfrentar as figuras que habitam aquele lugar, a protagonista não está apenas lutando para sobreviver, mas tentando romper com a culpa, o abandono e a dor que marcaram sua infância. O desfecho sugere que o verdadeiro horror não está nos monstros, mas nas memórias que nunca foram elaboradas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Abraço de Mãe é baseado em fatos reais?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Parcialmente. O filme se inspira no forte temporal que atingiu o Rio de Janeiro em 1996, um evento real que causou alagamentos e destruição. No entanto, a história de Ana, o asilo e os acontecimentos sobrenaturais são ficcionais, usados como metáfora para tratar de trauma, maternidade tóxica e repressão emocional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que o filme Abraço de Mãe quer dizer?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um terror convencional, <em>Abraço de Mãe</em> fala sobre a dificuldade de romper ciclos de abuso e sobre como traumas não resolvidos retornam de forma violenta. A maternidade, geralmente associada à proteção, é retratada como algo ambíguo e sufocante. O horror surge justamente dessa inversão: o lugar que deveria acolher se transforma em ameaça.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vale a pena assistir Abraço de Mãe?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, especialmente para quem aprecia terror psicológico e narrativas simbólicas. O filme pode frustrar quem busca explicações objetivas ou sustos fáceis, mas recompensa o espectador disposto a interpretar suas metáforas e a mergulhar em uma experiência mais sensorial e perturbadora.</p>
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