Em dezembro de 1997, chegava aos cinemas Titanic. Foi um estouro… Eu nasci uma década depois. Pude conferi-lo aos meus sete anos de idade e, ali, ele me marcou profundamente. Em 1997, Hollywood o apontava como um grande fracasso, mas Cameron provou que Titanic seria grandioso. Arrastou multidões, desde os cinemas até as locadoras. Titanic é uma hegemonia que continua conquistando corações até os dias de hoje.
James Cameron, com toda a sua genialidade, ensinou-me o que era amar o cinema. Desde o primeiro take, registrando a memória daqueles que se foram, até o último, trazendo Rose (Kate Winslet) de volta ao seu amado Jack (Leonardo DiCaprio) através da trilha sonora de James Horner — que arrepia e nos emociona até os dias de hoje. James Cameron foi eficaz ao introduzir um naufrágio a partir de uma linda história de amor. Com tons shakespearianos, Cameron critica o machismo e o elitismo ao expor quem vive e quem morre a partir de sua respectiva classe.

Antes de Todo Mundo em Pânico, Wacko (1982) já zombava do terror com piadas idiotas, referências a Hitchcock e zero orçamento.
Titanic não é só uma obra que fala sobre um naufrágio. É uma homenagem às mais de 1.500 pessoas que morreram naquela noite. Pessoas que tinham sonhos, desejos e famílias, que se apagaram devido a um iceberg. Mas Cameron deixa claro que elas estão vivas: em nossos corações e no Titanic, através da linda voz de Celine Dion na canção My Heart Will Go On.




