No longa documental Anistia 79, dirigido por Anita Rabelo, acompanha-se a investigação sobre o processo e os desdobramentos da promulgação da Lei da Anistia no Brasil através de um formato tradicional. O documentário se passa em uma narrativa alinhada à preservação da memória e aos fatos históricos, mostrando a complexidade do momento político ao intercalar relatos de ex-presos políticos, exilados e militantes a um acervo de arquivos da época, reconstituindo a tensão social e o contexto de disputa do final dos anos 1970.
A direção de Rabelo se apoia em uma narrativa funcional ao conectar os depoimentos ao material documental; a câmera busca introduzir uma sensação de proximidade ao transitar pelas lembranças e cicatrizes dos entrevistados. O resgate de fotos, documentos e registros audiovisuais cria uma atmosfera necessária para a história, entregando uma trama bem estruturada com as perspectivas trazidas pelas entrevistas.

No longa Aquele Que Viu O Abismo, escrito e dirigido por Negro Leo e Gregorio Gananian, acompanhamos uma dramática ficção científica brasileira. Na trama, vemos
Apesar de se estruturar sobre um estilo já conhecido no formato documental, o longa propõe uma reflexão sobre as ambiguidades da lei e a complexidade de se resgatar a memória em tempos de polarização. O roteiro articula os depoimentos para desenhar a dimensão coletiva do movimento, garantindo que o discurso flua com clareza sem perder a atenção do espectador no decorrer das transições do resgate histórico.
Por fim, Anistia 79 se destaca por fugir de clichês e entregar uma mensagem atual e relevante. Mesmo pesando na duração e no ritmo de sua montagem, o documentário equilibra a força dos relatos com a sobriedade da pesquisa de arquivo, transitando de forma eficiente entre o valor informativo e ao fato histórico, resultando em uma experiência coesa, direta e bem resolvida em sua proposta.