Em A Hipótese do Amor, sob direção de Claire Scanlon e escrito por Sarah Rothschild, o longa abraça com orgulho os clichês clássicos da comédia romântica, como o clichê “namoro de mentira”, sem tentar se esconder, mas apostando no carisma de seu elenco e no ritmo de sua narrativa para funcionar.
A trama acompanha Olive (Lili Reinhart), uma brilhante e dedicada candidata ao doutorado na área acadêmica. Ao perceber que sua melhor amiga Anh (Rachel Marsh) nutre sentimentos por seu ex-pante de interesse, Jeremy (Nicholas Duvernay), Olive tenta demonstrar que seguiu em frente de maneira impulsiva: beijando o primeiro homem que encontra no corredor. O escolhido, por ironia, é Adam Carlsen (Tom Bateman), um professor temido e conhecido por sua postura rígida e intimidadora.

No longa Mestres do Universo, dirigido por Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas) e escrito por Chris Butler e pelos irmãos Adam e Aaron
O que surge como um ato desesperado de “amizade colorida” rapidamente se transforma em um acordo mútuo e benéfico. Para Olive, o falso namoro convence sua amiga; para Adam, a farsa serve para contornar exigências acadêmicas e de financiamento de pesquisa. À medida que estabelecem regras e limites para a convivência, a linha entre a atuação e os sentimentos reais começa a se revelar, forçando a protagonista a encarar a possibilidade de que se apaixonar pode ser uma variável fora de seu controle.
Ao mesmo tempo, o filme acerta em cheio na química do casal protagonista. Lili Reinhart equilibra vulnerabilidade e firmeza com muita facilidade, mas quem rouba a cena de verdade é Tom Bateman. Ele entrega um contraste perfeito entre a postura fria de Adam e aquele lado protetor que vai desarmando aos poucos, fazendo a dupla funcionar como o grande coração do filme.
Embora o roteiro siga caminhos previsíveis e utilize mal-entendidos tidos como convencionais do gênero para se movimentar entre atos, a direção conduz a história com leveza e bom ritmo. As interações em cenários acadêmicos ganham um charme próprio, fazendo com que o filme entregue exatamente o que se espera de uma boa comédia romântica moderna: momentos confortáveis, diálogos ágeis e uma relação principal pela qual vale a pena torcer.
Por fim, A Hipótese do Amor cumpre seu propósito ao traduzir a energia do livro para as telas, oferecendo uma experiência envolvente e agradável para os fãs da obra original e apreciadores do gênero.