No longa Ao Sabor das Cinzas, escrito e dirigido pelo cineasta pernambucano Taciano Valério, a trama acompanha duas irmãs, Bethânia e Laura, que se reencontram para tratar de um assunto familiar e partem em uma viagem pelas estradas do agreste pernambucano à procura do corpo do pai, Seu Lauro. Enquanto isso, em casa, a filha de Bethânia, Isadora, edita um vídeo onde as barreiras entre vivos e mortos se misturam em um jogo de silêncios e revelações. O filme fala sobre luto e de assuntos bem sensíveis, como o tráfico e a exploração sexual de mulheres.
Porém, o filme não parece compreender a si mesmo e nem o público que quer impactar. É simplesmente uma senhora bagunça! A trama é bem pobre narrativamente, o plot realmente surpreende, mas, com tudo o que foi construído, ficou totalmente sem impacto. O elenco é razoável, até tenta, mas estão presos a um roteiro monótono. A fotografia até traz algumas coisas interessantes, e a direção até ousa ao usar a coexistência espacial, fazendo com que as pessoas pareçam estar no mesmo local durante as ligações telefônicas, mesmo sem estarem fisicamente ali.

Fazer cinema no Brasil costuma ser um ato de pura insistência. Em Morte e Vida Madalena, o diretor Guto Parente parte dessa premissa para construir
Por fim, Ao Sabor das Cinzas falha praticamente em tudo o que tenta: não se entende como filme e nem sabe o público-alvo da sua narrativa.