O longa Fogaréu, escrito e dirigido por Flávia Neves e protagonizado por Bárbara Colen, tem sua trama ambientada na cidade histórico-colonial de Goiás. Fernanda (Bárbara Colen) retorna à sua terra natal para levar as cinzas de sua mãe adotiva. Contudo, sua verdadeira intenção é desvendar os segredos de sua origem e descobrir a identidade de sua mãe biológica.
Ao investigar seu passado familiar, ela entra em confronto com a estrutura coronelista local representada por seu tio Antônio (Eucir de Souza), uma figura influente na política da região, trazendo à tona verdades incômodas sobre a exploração histórica, a hipocrisia das elites e o passado colonial que ainda estrutura o agronegócio e a política da cidade.

No longa Virtuosas, sob direção de Cíntia Domit Bittar e escrito pela mesma e Fernanda de Cápua, Virtuosas constrói sua tensão no desconforto de uma
O roteiro e a direção de Flávia Neves são surpreendentes, é uma estreia bem corajosa. O filme, por si só, parece clichê, mas se aprofunda muito, contrastando temas como o garimpo, capacitismo, apagamento histórico e a violência patriarcal e colonial que sustentam as relações de poder da região. O elenco é um primor à parte, com destaque especial para Bárbara Colen, que mais uma vez está muito bem. No entanto, o filme perde um pouco do seu ritmo ao longo da narrativa, mas, com os plots que a direção impõe, é bem difícil não ficar interessado com o desenrolar da trama, apesar de ficar meio arrastado.
Por fim, mesmo oscilando no ritmo, Fogaréu acerta como uma estreia corajosa, necessária e marcante de Flávia Neves.