A aguardada segunda temporada de X-Men ’97 retorna mantendo o mesmo nível de sua temporada anterior. Após uma primeira temporada profundamente marcada por críticas sociais, luto e perdas devastadoras, os novos episódios chegam sem hesitar ao colocar a equipe em um cenário de tensão, tentar impedir o Apocalipse de se tornar uma grande ameaça, ainda que esse fardo seja inevitável. Separados entre diferentes realidades, os mutantes lutam não apenas contra o temido vilão e contra a X-Force, uma organização que atua em favor dos interesses do governo americano, mas também contra o próprio tempo para conseguirem se reencontrar.
A temporada demonstra uma maturidade narrativa impressionante, entregando episódios avassaladores logo em seu início. O grande arco dramático da série acontece entre o terceiro e do quarto episódio, por exemplo, introduzindo o assassinato de Magneto pelas mãos de Apocalipse diante dos olhos de Charles Xavier, um momento bem chocante que estabelece um trauma profundo e irreversível no líder dos X-Men.
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Paralelamente, a narrativa dedica espaço para construir o arco emocional de Vampira, afogada pela dor da perda de Gambit após o massacre de Genosha. O retorno do personagem, contudo, surge revestido de tragédia: corrompido e transformado no Cavaleiro da Morte, Gambit se torna a principal ameaça que os X-Men precisam resgatar. Essa tentativa de salvação cobra um preço altíssimo. Após o doloroso encontro de Vampira com um Celestial, no qual a mutante parecia resignada a aceitar seu trágico destino, Noturno protagoniza um dos momentos mais comoventes da temporada ao se sacrificar em seu lugar. No entanto, a série deixa em aberto se Kurt morre ou não.
Para introduzir ainda mais essa intensidade, a cena pós-créditos entrega mais uma reviravolta ao revelar o retorno de Mística, que assume o poder matando a presidente e assumindo sua identidade, preparando o terreno para conflitos ainda maiores.
Por fim, a segunda temporada de X-Men ’97 consolida o desenho como um dos grandes acertos da Marvel nos últimos anos. Com um controle impecável de ritmo, coragem para lidar com temas densos e grandes reviravoltas, X-Men ’97 deixa um gancho promissor para o seu terceiro ano




