Na animação Ana, en passant, dirigida e escrita por Fernanda Salgado, a trama acompanha Ana, uma jovem jornalista negra franco-brasileira. Após a morte de sua avó Alice, uma ex-dançarina brasileira com quem viveu em Paris, Ana se sente desorientada. Ao tentar reconstruir o passado e as memórias da avó, ela embarca em uma jornada de redescoberta entre o Brasil e a França, na qual a linha entre memórias fragmentadas, espaço urbano e representação pessoal se torna fluida. A partir disso, o filme aborda luto, ancestralidade e a busca por identidade.
Confesso que Ana, en passant me surpreendeu positivamente pela sua delicadeza e beleza, principalmente no seu texto e no seu visual. Porém, sinto que a direção tenta impor um drama existencial entre Ana e Alice, que está grávida, e, de alguma forma, a história de Alice se interliga com a história da mãe de Ana. Mas, a meu ver, o filme não consegue extrair a força que essas duas personagens prometiam.

No longa Medley, dirigido por Ana Luiza Azevedo e roteirizado por Keka Reis, acompanhamos Lola (Mel Maia), uma dedicada nadadora de 16 anos que enfrenta
A animação fala sobre reencontrar suas raízes e construir uma identidade — contexto que me lembra muito o curta da atriz Mayana Neiva, Onde Eu Começo ? | Mostra Mulher de Cinema. Só que aqui, essa jornada, embora instigante no primeiro ato, se prolonga muito no terceiro ato, deixando a sensação de um ritmo arrastado.
Por fim, Ana, en passant surpreende pela sua sutileza, mas decepciona ao não alcançar todo o impacto que prometia.