A animação A Revolução dos Bichos, sob a direção do ator e diretor Andy Serkis, traz uma nova adaptação do clássico de George Orwell. Na trama, acompanhamos uma fazenda onde os animais expulsam os humanos para viverem em uma espécie de regime igualitário, no qual há regras e todos os animais são iguais perante aquela sociedade. Mas, como em qualquer sociedade, temos indivíduos que não são a favor daquele estilo de liderança. Com isso, surge a disputa sobre quem é mais adequado para liderar e mostra-se o quão fácil é manipular as mentes. Assim, vemos uma espécie de regime totalitário se formando e as consequências que isso traz conforme o andar da história. Principalmente, vemos uma distinção entre espécies: os porcos, superiores e donos de tudo, e os demais animais da fazenda (cavalos, vacas, galinhas) sendo reféns desse regime.

Pinóquio de Igor Voloshin inicia promissor, mas se perde em galhofa. Uma adaptação sem essência, com fotografia e atuações feitas com preguiça.
Porém, sinto que a obra não teve o impacto que poderia ter tido, mas deve-se saber que essa adaptação é para todas as idades, tendo momentos cômicos que não estão presentes na obra de George Orwell, mas que Andy Serkis necessitou colocar aqui para chamar a atenção do público infantil.
No entanto, Andy Serkis consegue acertar ao pelo menos atingir a moral da obra original, que critica regimes totalitários e o papel importante da democracia em quaisquer sociedades para que haja uma certa harmonia entre todos. Sinto que, quando o filme precisa ser sério, ele consegue, e isso se dá muito pelo mérito de Andy Serkis na direção, mesmo que um bom roteiro seja ausente em alguns momentos.
Por fim, A Revolução dos Bichos de Andy Serkis não é a melhor das adaptações do livro original, porém tem seus momentos de destaque. Um desses destaques é o elenco recheado de grandes estrelas, desde Seth Rogen a Glenn Close. Andy Serkis consegue trazer a essência de George Orwell em uma adaptação feita para todas as idades.




