Em Ditto: Conexões do Amor, sob direção de Eun-young Seo, vemos uma trama que acompanha dois estudantes universitários de épocas diferentes: Yong (Yeo Jin-goo), que vive em 1999, e Mu-nee (Cho Yi-hyun), que vive em 2022. Por um acaso do destino, os dois conseguem se comunicar através de um antigo rádio amador. Enquanto conversam sobre seus amores e amizades, começam a desenvolver uma conexão que atravessa décadas. No entanto, à medida que a trama caminha, surgem segredos sobre o passado e o futuro de ambos, fazendo com que percebam que suas vidas estão conectadas de formas que podem mudar o rumo de suas histórias.

Em Kokuho, fica claro que a busca pela perfeição não ocorre sem sacrifícios devastadores.
Confesso que Ditto: Conexões do Amor me surpreendeu positivamente. No começo, parecia algo bobo — aqueles clichês adolescentes sobre o garoto que se apaixona pela “menina dos seus sonhos”. Só que o filme vai além e reflete sobre como amar também é saber deixar ir, mesmo que isso seja doloroso. Por outro lado, a obra fica carregada com muitos momentos cômicos que acabam se desvencilhando da trama principal. A fotografia é belíssima, e a atuação de Yeo Jin-goo impressiona pela sua versatilidade em transitar entre a sutileza e o drama; o resto do elenco também não deixa a desejar.
Entre ruídos de rádio e décadas de distância, Ditto: Conexões do Amor prova que o tempo é apenas um detalhe quando a lição é sobre o desapego. É um romance que, por trás da doçura juvenil, entrega uma verdade agridoce: amar também é saber a hora exata de sintonizar o adeus.




