No longa Verdade e Traição, sob direção de Matt Whitaker, vemos uma trama, ambientada na Alemanha nazista, acompanha Helmuth (Ewan Horrocks), um adolescente de 16 anos que vive em Hamburgo. Inicialmente um jovem comum e devoto de sua fé, Helmuth começa a questionar as ações do regime após presenciar a prisão de um amigo judeu e notar a hipocrisia de figuras de autoridade, como o bispo de sua igreja, que exige obediência severa ao regime.
Ao ganhar um rádio, Helmuth passa a ouvir clandestinamente as transmissões da BBC, descobrindo as mentiras da propaganda estatal alemã. Movido por seu caráter, ele e seus amigos formam um grupo de resistência para distribuir panfletos antinazistas pela cidade. Através de um roteiro ousado, a obra retrata o dilema moral em que ser leal à pátria passou a significar a aceitação de uma mentira. Isso culmina no julgamento do personagem na alta corte alemã, onde ele se tornou a pessoa mais jovem a ser condenada à morte pelo regime.

Pinóquio de Igor Voloshin inicia promissor, mas se perde em galhofa. Uma adaptação sem essência, com fotografia e atuações feitas com preguiça.
Verdade e Traição é uma obra que não esconde seus deslizes e clichês, fazendo deles sua maior força. Diferente de grandes filmes desse gênero, o foco da trama é o impacto do regime no cotidiano, além do peso de fazer escolhas necessárias em um cenário de repressão. O ponto alto do filme é a fotografia combinada ao roteiro, que captam com excelência o sofrimento do povo judeu na Alemanha durante a guerra.
Apesar de certas falhas, a produção as utiliza a seu favor, construindo um clímax de grande impacto que deixa o espectador em estado de choque.




