No longa Nino de Sexta a Segunda, sob direção da estreante Pauline Loquès, acompanhamos uma trama inspirada em fatos reais. O filme narra um fim de semana intenso na vida de Nino (Théodore Pellerin), um jovem que vive um momento de vulnerabilidade ao descobrir um câncer. A partir do momento em que médicos lhe dão duas missões, ele inicia uma busca por um lugar no mundo, lidando com as marcas de seu passado.

No longa Virtuosas, sob direção de Cíntia Domit Bittar e escrito pela mesma e Fernanda de Cápua, Virtuosas constrói sua tensão no desconforto de uma
A trama se desenrola entre sexta e segunda-feira, período que a diretora utiliza para esculpir um retrato íntimo e visceral da juventude contemporânea, onde a busca por afeto se mistura à urgência de se encontrar no mundo. Como aspirante na direção, Loquès surge de forma arrebatadora em seu primeiro filme, e certamente dará muito o que falar no futuro. Nino de Sexta a Segunda é um filme apaixonante que intercala muito bem os momentos cômicos e dramáticos, além de contar com uma performance espetacular de Théodore Pellerin. Loquès arrebenta na direção e no roteiro. Apesar de alguns deslizes, a atuação de Pellerin e a direção de Loquès não deixam o filme beirar o monótono.
Por fim, Nino de Sexta a Segunda se consolida como um retrato visceral sobre o viver. Entre as marcas do passado e as incertezas em relação ao futuro, o filme nos ensina que quatro dias — vividos de forma visceral por quem descobriu o valor da vida — podem ser o suficiente para mudar o rumo de uma existência e ressignificar o que é, de fato, pertencer a algum lugar.