No longa A Chegada, Denis Villeneuve traz uma proposta não linear sob uma perspectiva de invasão alienígena. No meio disso tudo estão a tradutora Louise (Amy Adams) e o físico Ian (Jeremy Renner), que são convocados para saber o motivo de eles terem vindo para a Terra… e percebemos que todo o motivo estava diante dos nossos olhos… O jogo de soma não zero.
O diretor Denis Villeneuve trabalha muito bem com a ideia de melodrama sob essa proposta não linear, trabalhando temas como luto, empatia e maternidade… Essa questão da empatia é muito bem trabalhada no cinema de Steven Spielberg, como em E.T. (1982) e Dia D (2026), porém, em A Chegada, isso se sobrepõe sob um viés mais dramático. Os planos abertos do Villeneuve são literalmente hipnotizantes… belíssimos. É um filme tecnicamente perfeito, e que foi muito injustiçado no Oscar.

O longa Me Chame Pelo Seu Nome, sob a direção do versátil Luca Guadagnino e adaptado com sensibilidade pelo roteirista James Ivory a partir da
A questão de se contar a história de trás para frente é feita por um viés melodramático pelo Villeneuve. Sempre esteve diante de nós… seja no fato de o nome da Hannah ser um palíndromo, seja no uso da Hipótese de Sapir-Whorf para refletir sobre esse luto e maternidade futuros da Louise e do Ian. Pra tornar tudo mais emocionante, a escolha de ‘On the Nature of Daylight‘ (de Max Richter) na trilha sonora, mesma composição marcante que vemos em obras como Hamnet – A Vida Antes de Hamlet | Crítica 2, eleva bastante o elenco e sua narrativa. Villeneuve é tão versátil que, mesmo trabalhando em algo novo para ele, consegue ser muito melhor nesse conceito não linear do que o Nolan em Memento.
Por fim, A Chegada é saber que é preciso abraçar o inevitável, saber que tudo nasce finito e que tem um meio e fim. É amar, é sentir, é chorar. Isso é cinema!