A animação nordestina Cordélicos – A Origem do Cabra da Peste, escrita e dirigida por Ale McHaddo, continua a história da animação de mesmo nome de 2022. A trama narra como um grupo de cangaceiros do sertão nordestino foge do temido vilão Cabra da Peste após conseguir roubar os planos de uma máquina do tempo. No entanto, durante o jogo de gato e rato, o grupo acaba se separando e se dividindo entre passado e futuro (indo parar no chamado Neo Nordeste). A partir daí, começa uma aventura que se destaca pelo seu humor e pela sua brasilidade, enquanto tentam se reencontrar e combater o temido Cabra da Peste, impedindo-lo de usurpar e deixar o sertão mais árido.
Ale McHaddo não inventa muito para divertir o público, principalmente através do carismático Capitão Rocha (Bruno Garcia), que me arrancou certas gargalhadas durante os 73 minutos de filme. Além dele, Sid (Tadeu Mello), Bonita (Raissa Xavier) e Rimbi (Carol Góes) complementam o time dos cangaceiros e conseguem disfarçar o roteiro, muitas das vezes travado, que não se aprofunda em praticamente nada.

Em Sirāt, o som grita o que o roteiro hesita em dizer: uma obra onde a potência sensorial sobrevive às cadências da própria narrativa.
A animação, apesar das circunstâncias de um baixo orçamento, entrega um visual deslumbrante. É uma animação repleta de cores e efeitos… Isso é muito visto quando o filme se divide entre o passado (animação mais escura) e o futuro (animação mais clara e vibrante, com um estilo que lembra uma xilogravura).
Por fim, Cordélicos – A Origem do Cabra da Peste é uma animação que consegue divertir a partir do carisma do Capitão Rocha, principalmente as crianças, mas peca em não se aprofundar, entregando uma história morna e sem sal. Apesar de tudo, a animação deixa uma lição, que é repetir as coisas que se aprende.




