Em Enola Holmes 3, sob a direção de Philip Barantini e escrito por Jack Thorne, retoma os acontecimentos de seus antecessores. Na trama, vemos uma Enola (Millie Bobby Brown) muito mais madura em relação à sua jornada no geral e prestes a se casar com Tewkesbury (Louis Partridge), só que a protagonista o abandona no altar ao saber que seu irmão, Sherlock Holmes (Henry Cavill), foi sequestrado. A partir disso, ela corre contra o tempo para impedir que algo trágico aconteça com seu irmão.
A direção de Barantini surpreende ao trazer uma Enola Holmes mais madura, mas sinto que ele não reconhece a personagem. O diretor dos dois primeiros filmes, Harry Bradbeer, saiu da direção, e eu senti isso durante o filme. A construção dos fatos até Enola encontrar a identidade do antagonista também é bem interessante e lembra um pouco os anteriores, mas não consegue o êxito que Bradbeer conseguia fazer. A trama acaba sendo muito clichê; o antagonista usado é péssimo, pois busca vingança contra Sherlock pelo fato de ele ter apenas atrapalhado seus planos no filme anterior, uma motivação rasa que empobrece a narrativa, parecendo um vilão do Scooby-Doo. A participação da mãe de Enola, Eudoria Holmes (Helena Bonham Carter), ao meu ver, deixou a trama, que já era arrastada, mais arrastada ainda. Porém, o filme se esforça para buscar a essência da personagem construída em filmes anteriores, e eu vejo a personagem totalmente desconexa disso.

Joel Edgerton entrega uma performance contida, onde o peso do mundo é carregado em cada olhar, cada gesto.
Apesar de a trama ter seus defeitos, também tem seus pontos positivos. Um deles é o Dr. Watson (Himesh Patel), que forma uma boa dupla com a personagem de Millie Bobby Brown. Mas o coração do filme está na relação entre Enola e Tewkesbury, e parte disso vem muito da Millie e do Louis.
No geral, Enola Holmes 3 peca ao entregar uma história que não faz jus ao legado construído anteriormente, entregando um antagonista ridículo e tosco, mas acerta na relação de seus personagens.




