Em Xica da Silva, que retorna aos cinemas em 4K em alusão aos seus 50 anos, é dirigido e escrito por Cacá Diegues e é uma verdadeira experiência dentro de uma sala de cinema. A trama se passa na segunda metade do século XVIII. João Fernandes (Walmor Chagas), um contratador de diamantes da coroa portuguesa, se apaixona pela escrava negra Xica da Silva (Zezé Motta) e a transforma na Rainha do Diamante, satisfazendo todos os seus desejos, que são bem extravagantes por sinal.
A obra me surpreendeu por ser visualmente brilhante e carregada por uma performance absurda da Zezé Motta, que me arrancou fortes risadas pela trama. Zezé consegue trazer humor e drama para a história; toda vez que ela está em tela, é uma presença! Mas esse tom cômico presenciado no elenco no geral é um problema. O filme fica muito no mesmo, até que chega o Conde (José Wilker), que até parece bobão, mas é astuto. Ele até dá uma esperança de que o filme vai trazer novos rumos, mas o longa manteve a comicidade, o que me cansou, para ser sincero. Mas a obra guarda o impacto para o final, onde Zezé Motta reflete a sua versatilidade, mostrando uma Xica que antes vivia rindo em uma Xica impactada.

Em Xica da Silva, que retorna aos cinemas em 4K em alusão aos seus 50 anos, é dirigido e escrito por Cacá Diegues e é
Por fim, Xica da Silva é uma obra essencial para ser vista no cinema, ainda mais agora com a riqueza visual da restauração em 4K. Mesmo com os problemas de narrativos decorrentes pelo excesso de comicidade, a força de sua fotografia e a atuação magistral de Zezé Motta garantem uma experiência digna da telona. Apesar de seus defeitos, continua sendo um baita filme.




