No longa Cansei de Ser Nerd, dirigido e roteirizado por Gualter Pupo e companhia, acompanhamos a trama de Aírton, um nerd raiz que, na época da faculdade, foi acusado injustamente pelo sumiço de uma colega. Duas décadas depois, ele decide ir ao reencontro da turma para enfrentar o passado e conquistar o coração de sua alma gêmea, mas a trama toma rumos peculiares envolvendo mistério, ficção científica e até uma sátira a cultos alienígenas da conspiração.
A direção faz o básico, mas diverte. É clichê, mas o humor funciona. Diferente de alguns filmes do gênero, nos quais a comédia é bem saturada, este se salva ao tratar de temas diferentes, como ficção científica e até cultos que estão relacionados ao gênero do terror. Mas o coração do filme está em Fernando Caruso, que salva certos momentos do fiasco; com seu carisma, ele faz a obra — que estava fadada ao “mais do mesmo” — se tornar algo divertido e interessante. Gosto também dos leves flertes com o horror que o diretor Gualter Pupo traz. A estética que o filme propõe, apesar de não ter um orçamento alto, também impressiona, muito por conta dos efeitos práticos.

João Grilo e Chicó retornam em ‘O Auto da Compadecida 2’, misturando humor e crítica social com uma nova visão contemporânea.
Por fim, Cansei de Ser Nerd tem suas falhas, mas encontra carisma e coração na performance de Fernando Caruso. É uma obra que vai agradar a quem quer dar boas risadas e ver uma boa comédia.




